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Flavio Louro, diretor da e-HTL: “hotéis precisam ser avaliados para entrar em nosso portfólio”

REDAÇíO DO DIÁRIO

O diretor geral da e-HTL, Flávio Louro recebeu o DIÁRIO DO TURISMO em sua sede em São Paulo e garantiu pela segunda vez que suas operações este ano têm tudo para atingir um faturamento de dois dígitos – a exemplo de 2015.  “dependemos muito do mês de novembro, que normalmente traz um incremento nos números”, disse ao editor do DT, jornalista Paulo Atzingen. A exemplo dos números globais que não foram revelados, Flávio falou dos investimentos que tem feito em tecnologia, mas também não precisou números. ” Tecnologia foi o maior investimento da e-HTL. O nosso quadro não cresce muito em número de pessoas”, revelou. Quanto à escolha do hotel para compor seu portfólio – hoje a e-HTL trabalha com 3 mil hotéis só no Brasil – Louro adianta que é criterioso quando o assunto é qualidade: “Nesse ponto somos bastante rigorosos. Não adianta vender milhões e ter milhões de problemas. Não temos reclamações nos sites do Reclama Aqui…”, afirma. Acompanhe a entrevista abaixo:

DIÁRIO – Quais as perspectivas de crescimento para 2016, em relação a 2015?

FLAVIO LOURO – A perspectiva é de um crescimento de dois dígitos, entre 10% e 12%, dependendo do mês de novembro, que normalmente traz um incremento nos números. Se responder bem, atingiremos essas metas. Se não, ficaremos em torno de 8%.

DIÁRIO – Tenho acompanhado as modernizações no site da e-HTL. Pode falar quais foram os investimentos?

FLAVIO LOURO – Investimos grande parte do nosso trabalho para automatizar o nosso negócio. A equipe de TI desenvolveu ferramentas para automatizar um processo feito manualmente. Assim, otimizamos tempo e custos. Além disso, buscamos integração com channels e brokers para um maior número de conteúdo de hotéis, disponibilidade, condições, também automatizado.

Hoje virou moda no Brasil termos as tarifas flutuantes, dia a dia. Fazer isso manualmente é impossível. Então buscamos a automatização e a integração para termos esse conteúdo de forma online e dinâmica. É uma plataforma própria, temos uma equipe de TI aqui dentro. São eles os desenvolvedores dessa plataforma.

Tecnologia foi o maior investimento da e-HTL. O nosso quadro não cresce muito em número de pessoas. O foco é desenvolver ferramentas que tragam dinamismo para conseguirmos distribuir o nosso conteúdo de forma mais rápida.

O foco é desenvolver ferramentas que tragam dinamismo para conseguirmos distribuir o nosso conteúdo de forma mais rápida.

DIÁRIO – Qual a diferença entre a e-HTL e uma OTA (Agency Travel Online)?

FLAVIO LOURO – O público. Atendemos única e exclusivamente o agente de viagens. Somos uma OTA, mas somos também uma consolidadora de hotéis. A OTA tem mais produtos a oferecer, aéreo, hotel, serviços. Eu não mexo com aéreo, só com a parte de hotelaria, serviços receptivos e locação de carros. A OTA seria um pouco mais completa. O principal ponto é o consumidor. Nós atendemos o agente de viagens e eles atendem o consumidor final.

DIÁRIO – Vocês anunciaram a internacionalização do próprio site. Em relação às locações de automóveis, isso também pode acontecer internacionalmente?

FLAVIO LOURO – Esse ano participamos da FITUR, em Madri, dentro do estande da Embratur. A palavra online fez uma diferença muito grande na nossa exposição lá. Recebemos pessoas de países que nunca imaginamos, como Egito, Turquia, Japão, China, tentando entender o que era o nosso negócio. A partir daí entendemos que temos uma possibilidade de fazer negócios com o mundo muito grande. O fato de sermos online e termos a possibilidade de distribuir um Brasil, com mais de 3 mil hotéis, foi o que nos levou à decisão de internacionalizar nosso negócio. A ideia para 2017 é seguir c participando nos eventos da Embratur, nas feiras internacionais e levar o Brasil para o mundo. É uma grande oportunidade.

DIÁRIO – Vocês anunciaram a contratação de uma executiva de vendas e Santa Catarina. Como estão vendo a presença física de representantes em outros estados do País?

FLAVIO LOURO – De acordo com aquele velho ditado que diz “quem não é visto não é lembrado”, isso se aplica também para nós. Santa Catarina era atendida pelo executivo de Porto Alegre, mas é um estado muito extenso. São cidadezinhas pequenas e isso demanda um tempo maior. Chegamos à conclusão de que caberia ter uma pessoa específica para o estado. A Ana Elisa Santos tem feito um bom trabalho, já tem respondido em números. Tenho certeza de que tomamos a decisão certa.

Para 2017 ainda tenho a pretensão de expandir mais. Estamos estudando a possibilidade do Norte, e alguma coisa do interior de São Paulo, que é muito grande. Temos hoje três executivos e acho que podemos expandir mais. São oportunidades que aparecem no decorrer do ano. Não estamos fechados para apenas dois mercados.

DIÁRIO – Os hotéis que estão dentro de um portfólio da e-HTL são pré-avaliados? Vocês utilizam alguma ferramenta para eleger os que fazem parte do portfólio?

FLAVIO LOURO – Quando há oportunidade de fazer uma visita presencial, nós fazemos. Muitas vezes não existe tempo para se fazer isso. Como temos executivos em 16 estados, muitas vezes pedimos que o executivo faça uma visita ao hotel. Como critério, não trabalhamos com hotéis inferiores a três estrelas. Trabalhamos, sim, com algumas pousadas, mas tem um critério a ser cumprido para que possamos colocá-la no portfólio. Nesse ponto somos bastante rigorosos. Não adianta vender milhões e ter milhões de problemas. Não temos reclamações nos sites do Reclama Aqui…

Trabalhamos, sim, com algumas pousadas, mas tem um critério a ser cumprido para que possamos colocá-la no portfólio

DIÁRIO – Com os econômicos, como a rede ibis, por exemplo, vocês não trabalham?

FLAVIO LOURO – Estamos tentando trabalhar com a rede ibis, mas a Accor ainda não liberou. Nós trabalhamos com alguns hotéis de categorias mais simples, mas dentro de alguns requisitos aceitáveis.

DIÁRIO – Algumas redes fazem restrição?

FLAVIO LOURO – A rede Accor faz.

DIÁRIO – Quais são as novidades para 2017? É um ano mais atraente?

FLAVIO LOURO – Será o ano da recuperação. Passamos um 2015 turbulento, um 2016 difícil, trabalhoso… 2017 será o ano da recuperação. Especialistas já apontam uma recuperação econômica e principalmente no “acreditar no brasileiro”. Confiança. A partir do ano que vem o brasileiro estará mais confiante, voltará a consumir.

https://www.e-htl.com.br/

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