III Fórum Nacional da Hotelaria debate o futuro das viagens

“O mercado de lazer em 2022 pode ser o melhor de todos os tempos no Brasil”, projeta o sócio diretor da HotelInvest Pedro Cypriano

Por Mary Ellen Aquino

O III Fórum Nacional da Hotelaria 2021, realizado pelo Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) nesta quinta-feira (18), debateu os caminhos para a retomada da hotelaria brasileira e do turismo.

André Saconatto, sócio da Gouvêa Analytics e Consultor da FecomercioSP foi o primeiro a palestrar. Ele fez um comparativo histórico, político e econômico de países como China e Estados Unidos e finalizou com o Brasil.

“A China está menos produtiva e nem por isso está comprando menos commodities; os Estados Unidos têm RS$ 120 bilhões em ativos do governo e, no Brasil, os investidores esperam as eleições para investir, já que o cenário é de incertezas”, disse Saconatto.

Segundo o consultor, a China não empresta mais dinheiros a custo baixo, e com as restrições governamentais não haverá queda na produção das empresas chinesas, e que a demografia e a tecnologia não são mais deflacionária.

Ele projetou que, para os americanos, a expectativa é que o ano de 2022 trará um crescimento menor com aumento de juros, poucas oportunidades e muita pressão fiscal.

“As pessoas estão gastando para sobreviver e elas cortaram o lazer. Então, a queda com viagens dentro do país em 2022 é inevitável, já para o estrangeiro vai ser atrativo por conta do câmbio”, destacou ele.

Já Pedro Cypriano, sócio diretor da consultoria Hotelinvest, fez uma apresentação com muitos gráficos otimistas para o setor hoteleiro. “O mercado de lazer em 2022 pode ser o melhor de todos os no Brasil.”

Cypriano destacou os impactos positivos da realizada do GP São Paulo de Fórmula 1 e apontou que a diária é um grande acelerador na recuperação da hotelaria. “A vontade de viajar e consumir é igual antes da pandemia e é natural que se converta em diárias”.

Flávio Rocha, proprietário da rede de lojas Riachuelo, destacou que não foi só o turismo quem sofreu. “A moda também teve suas perdas. As pessoas não tinham para onde ir com suas roupas e pararam de comprar”.

Depois da coleção da Riachuelo em parceria com a Emprotur chamada “Um mergulho no Rio Grande do Norte”, Flávio Rocha aposta que a loja vestuário deve investir em outras coleções que contemplam lugares turísticos. A empresa é potiguar.

O presidente do FOHB e CEO da Atlantica Hospitality International, Eduardo Giestas, lembrou que o Fórum tem como intuito promover a união e desenvolvimento setorial. A próxima edição do evento será em 2022.

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