Islândia retoma caça às baleias e Proteção Animal Mundial condena decisão

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No final de junho, o governo da Islândia havia decidido suspender a caça às baleias por concluir que a prática não estava em conformidade com a lei islandesa sobre o bem-estar animal.

A constatação é que a morte das baleias é lenta, num processo que pode levar horas, causando sofrimento elevado. Porém, o governo daquele País voltou atrás na decisão. Por quê? Leia a matéria completa abaixo.

A Islândia, Noruega e Japão são os únicos três países do mundo que ainda permitem essa prática. Vale lembrar que em 1986 a CBI (Comissão Baleeira Internacional) criou um programa para acabar com a caça às baleias ao redor do mundo, entretanto esses três países se aproveitaram de falhas técnicas nas regras impostas pela comissão para continuar realizando a caça. O Japão utilizou da desculpa que iria utilizar para fins de pesquisa científica, já a Islândia e a Noruega se aproveitaram de brechas que oferecem quotas para países a caça de subsistência. Com a união desses três países, o nível elevado de mortes de baleias atingem o total de 2.500 anuais.

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A organização não-governamental Proteção Animal Mundial é contra a comercialização de baleias e chama a atenção que estes mamíferos marinhos são, como os humanos, animais sencientes, ou seja, têm a capacidade de sentir emoções positivas e negativas que são complexas, como mágoa, empatia, medo, prazer e alegria, podendo experimentar tanto a dor física quanto psicológica.

“Permitir o seu arpoamento e massacre sangrento no século XXI deveria envergonhar a todos os envolvidos. Apelamos à Islândia para que repense e, em vez disso, seja dura e proíba a caça às baleias e acabe com esta crueldade imediatamente. Em nome dos nossos apoiadores em todo o mundo, a Proteção Animal Mundial expressa consternação e está chocada com a decisão brutal do governo islandês”, afirma Nick Stewart, Diretor de Vida Selvagem da Proteção Animal Mundial.

Como é feito o abate das baleias?

Após gerar o estresse de rodear a baleia por mais de meia hora, os baleeiros fazem com que o animal fique inquieto e com problemas cardíacos, podendo matá-los até mesmo se conseguirem fugir da captura. Em seguida, as subtrações das baleias são feitas através do método do arpão mecânico com granada explosiva. Depois de lançada, o arpão penetra cerca de 30 centímetros em sua carne antes de detonar. O animal morre com hemorragia, depois de litros de sangue se derramar com a bomba.

A baleias são animais em desenvolvimento lento e que tem pequenas populações das espécies que conseguiram escapar da extinção. A recuperação também é devagar, devido o estresse pela caça excessiva. Embora nenhuma espécie ainda tenha sido extinta, três se encontram ameaçadas e 12 em situação crítica, com grande risco de se extinguir, caso a caça seja legalizada.

Mas por quê ser favorável a legalização e ameaçar a extinção de espécies necessárias apenas para consumo pessoal? Os países dizem que necessitam para consumo, em contrapartida, países contrários e organizações ambientalistas afirmam que os povos podem consumir proteínas de outras fontes, assim como o restante do mundo.


EDIÇÃO DO DIÁRIO com agências

 

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