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Projeto Turismo Pedagógico e ‘Mineral’ no Sul do Pará pronto para ser executado

Integrar os atrativos industriais, minerais e turísticos de cidades do Sul do Pará por meio de um Programa de Turismo Pedagógico Universitário. Este é um dos objetivos do Programa Turismo Pedagógico-Universitário na Região de Carajás, no sul do Pará, desenvolvido pelo técnico Alan Batista Veiga, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo de Marabá.

Por Paulo Atzingen (de Marabá)*


“Queremos fomentar a vocação turística da Região, desenvolver o comércio regional e gerar maior renda e capacitação”, diz Alan, em entrevista ao DIÁRIO.

Alan esclarece que representa os agentes de viagens no Conselho de Turismo de Marabá – ComTur.  “Fui convidado pelo Secretário de Turismo de Marabá, Ricardo Pugliesi para desenvolver esse roteiro que é uma especialidade que trouxe de minha experiência em São Paulo, quando trabalhei com turismo pedagógico no Hopi Hari”, recorda.

Segundo Alan, o projeto elaborado em parceria com o Comtur e a Secretaria Municipal de Ciência, Indústria, Mineração e Turismo de Marabá desenvolve um roteiro denominado Roteiro Pedagógico Industrial, uma vez que a região de Carajás, na qual Marabá se insere, possui  grandes atrativos minerais, industriais e comerciais, como o próprio Programa Grande Carajás – administrado pela Companhia Vale do Rio Doce.

Plantas Industriais

Alan, que além de conselheiro é diretor da AV Viagens, uma agência de viagem de Marabá, usa o termo técnico Plantas Industriais para designar os atrativos da região. “As Plantas Industriais – nós temos hoje em Parauapebas, a N4 e a N5 – modelos de extração de minério de ferro que são menos rudimentares que os de Minas Gerais. Nessas daqui se utiliza menos água e se constrói, por consequência, menos barragens (de rejeitos). Ao compararmos com o projeto mais novo, o S11D – em Canaã dos Carajás, os impactos ambientais são bem menores”, afirma o técnico.

“A S11D possui um maior teor de minério de ferro e seu processo de extração é o mais moderno do mundo, uma vez não se utiliza mais caminhões fora de estreada; tudo é feito com correias transportadoras e, portanto, não emite tantos poluentes”, enumera.

Alan destaca também as minas N4  e a N5 em Carajás por suas características gigantescas: “Trata-se da maior mina a céu aberto de ferro do mundo. Além do Minério de Ferro nós temos as plantas industriais de extração de cobre, o Salobo. Hoje estamos indo para o terceiro projeto do Salobo, assim como a mina do Sossego, em Canaã dos Carajás”, explica Veiga.

Entenda o Roteiro e o projeto:

Turistas estudantes universitários

Veiga lembra que antes da pandemia, até 2019, existia na Vale um projeto de visitação à Carajás com caráter apenas turístico. A intenção do projeto é levar para a empresa de mineração um projeto mais robusto em termos de informação, com um conteúdo mais técnico e pedagógico, e assim contribuir com formação e o direcionamento profissional do estudante. “Estamos levando a ideia para a Vale para ver se ela abraça o projeto e gerando todos esses benefícios para o município, tanto para o visitante quanto para a nossa região turística de Carajás”, afirma Alan.

“De início o nosso foco são os estudantes de engenharia, mas podemos expandir isso – dependendo da disponibilidade das empresas para nos receber – para outras disciplinas como matemática, história, biologia química, física – todas elas podem ser exploradas nessas plantas industriais”, detalha Alan Veiga.

 

Projeto Pedagógico Ferroviário

O Projeto Pedagógico Industrial contempla também visitas a outros atrativos ao longo da ferrovia Carajás – que possui 892 quilômetros e vai até São Luís, no Maranhão. “Uma visita à ponte rodoferroviária – cartão postal de Marabá e um ícone de engenharia em sistema de mão francesa é um dos atrativos em Marabá. Essa ponte, com duas faixas de rodovias uma de cada lado, e a ferrovia no meio possui 2.365 metros”, quantifica.

Além da Ferrovia, outros atrativos, como o frigorífico da JBS, que contempla a engenharia de alimentos, engenharia química, a Raízen, uma distribuidora de combustível, com terminal bimodal e a visita à Usina Hidrelétrica de Tucuruí.

A Ponte Rodoferroviária, em Marabá, sobre o Rio Tocantins (Crédito: Paulo Atzingen)

O projeto em sua totalidade está em fase de finalização, e ao ser aprovado pela Vale beneficiará toda a cadeia produtiva do turismo do sul e do sudeste paraense.


**Paulo Atzingen é jornalista e viajou com seguro Global Travei Assistance

 

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