InícioBlog do DiárioTráfego aéreo mundial de passageiros cresce 5,9%, diz Iata

Tráfego aéreo mundial de passageiros cresce 5,9%, diz Iata

O tráfego aéreo de passageiros em todo o mundo cresceu 5,9% em agosto, na comparação com igual período do ano passado, em passageiro-quilômetro transportado (RPK), segundo dados divulgados quinta-feira (2) pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

A entidade salientou que os resultados de agosto mostram uma pequena recuperação da demanda na comparação com o mês anterior, quando a expansão foi de 5,4% frente julho de 2013.

No mesmo período, a capacidade, medida em assento-quilômetro oferecido (ASK) avançou 5,5%, levando a taxa de ocupação a um leve aumento de 0,3 ponto porcentual, para 83,9%.

"Agosto foi um bom mês para o setor. Todas as regiões reportaram uma expansão na demanda por viagens aéreas. E as taxas de ocupação foram altas, refletindo o fato de que agosto é pico da temporada de viagens no Hemisfério Norte", disse o diretor geral da Iata, Tony Tyler, em nota.

Ele salientou, porém, potenciais riscos de baixa do mercado, como as incertezas relacionadas à sustentabilidade da retomada do crescimento do tráfego na Europa, em meio a um cenário econômico ainda preocupante no continente.

Enquanto a demanda por viagens internacionais ao redor do mundo aumentou 6,7% em agosto, nos voos domésticos, o crescimento foi de 4,5%.

Brasil

As aéreas latino-americanas registraram a segunda maior taxa de expansão na demanda internacional, de 8,2% (apenas atrás das empresas do Oriente Médio, que avançaram 11,7%).

No acumulado do ano, o aumento nas viagens internacionais latino-americanas é de 6,1%, ante os 8% de 2013.

No segmento de viagens domésticas, o Brasil mereceu destaque positivo, com a quarta maior expansão em agosto, de 6,7%, atrás de Rússia (+10,1%) e Índia (7,4%), e à frente da China (+6,4%).

No acumulado do ano até agosto, a Iata registra um crescimento de 6,3% nas viagens domésticas brasileiras.

A entidade não comenta sobre a Copa, que, segundo representantes do setor aéreo no país, teria influenciado o tráfego ao longo do ano, acelerando as viagens a negócios nos primeiros meses do ano, por conta da antecipação do calendário corporativo, e reduzido o movimento durante a competição, entre junho e julho.

 

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