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Eventos em espaços públicos: ser eficiente nem sempre requer recursos

Por Eduardo Mielke

Quando um empresário solta aquela máxima “se o governo não atrapalhar estamos bem”, não é a toa. Parece que obter um simples alvará para realizar um evento está quase impossível como desembaraçar sua mudança do Porto... Ahhhhhhhhhhh! Cadê minha Ritalina, Fluxotina??? Nada! Traz logo o Lexotan mesmo…

Não há evento mais bacana do que ir a um Parque X, e fazer um piquenique com amigos ou família, pois esta tendo um festival de foodtrucks. Trata-se de ações endógenas que surgem por locais, para locais e com gosto local. Nada mais genuíno, nada mais espontâneo que, de quebra, oportuniza pequenos negócios familiares e que são… locais! WoW! Desenvolvimento Turístico… puro!

Esta onda endógena, do artesanal está em voga. Não se surpreenda. Não é modismo, mas sim um movimento de mudança de comportamento. Neste contexto, realizar eventos gastronômicos em espaços públicos tem sido e seguirá sendo uma consequência natural de sermos mais naturais de valorizar o que temos e somos.

Pois é, ocorre que regras de diferentes secretarias que não se conversam, não se convergem e sim divergem, estão transformando o alvará numa verdadeira conquista! É uma sequência de nós que giram dentro dos labirintos da burocracia pública. E que só com um amigo do amigo do amigo é que são desatados…Conhece isso, né? É o sistema trabalhando contra você.

O problema que esta história de “cada um no seu quadrado” tem trazido muitos transtornos, inviabilizando até àqueles que querem realizar bons eventos em espaços públicos, abertos a população. Muitos desistem e promovem os eventos mesmo assim… E olha que já vi prefeitos participando. Nem ele sabe que…

Aparte da evidente necessidade de cumprir com normas, te pergunto:

Qual é a dificuldade de juntar as Secretarias pertinentes e discutir procedimentos que deixem claras e acessíveis as regras à realização de eventos? Será tão difícil assim? Aliás, quando foi a última vez que o seu COMTUR debateu este assunto, mesmo? E a sua associação de Turismo, tem conversado com o legislativo? Ou será que está faltando dinheiro para pagar o cafezinho e a água destas reuniões ou o salário do funcionário que é público?

Credo! Por mais que disputas internas dentro dos feudos weberianos da permeiam as entranhas de qualquer prefeitura, é inadmissível presenciar este tipo de realidade. Sobretudo em épocas de crise em que nichos surgem como esperança de emprego e renda… local! Pense nisso e mexa-se!

 

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