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Guarujá ganha museu subaquático com esculturas no fundo do mar

O litoral paulista ganhará um novo atrativo voltado ao turismo de mergulho e à conservação marinha. A praia do Guaiúba, no Guarujá (SP), recebeu neste fim de semana o afundamento de 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão o primeiro centro de visitação subaquático da América Latina.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da Náutica  

A instalação cria uma espécie de museu submerso e tem como objetivo incentivar o turismo náutico aliado à preservação ambiental. As esculturas funcionarão como recifes artificiais, favorecendo a formação de novos habitats e atraindo espécies marinhas para a região.

O conjunto foi instalado nas proximidades da Ilha do Mato, a cerca de 500 metros da praia do Guaiúba. O acesso ao local pode ser feito por embarcação, caiaque ou até mesmo a nado, opção que deve atrair mergulhadores e praticantes de esportes aquáticos.

Chegada das esculturas que formarão o primeiro centro de visitação subaquático da América Latina, no Guarujá (SP). O registro foi divulgado por Sérgio Zagarino, diretor de Turismo do município. - Crédito: Instagram @sergiozagarino / Reprodução
Chegada das esculturas que formarão o primeiro centro de visitação subaquático da América Latina, no Guarujá (SP). O registro foi divulgado por Sérgio Zagarino, diretor de Turismo do município. – Crédito: Instagram @sergiozagarino / Reprodução

Esculturas homenageiam história e cultura local

O acervo reúne representações de personagens históricos e elementos ligados à cultura regional. Entre as esculturas estão homenagens a Santos Dumont, trabalhadores portuários e figuras do imaginário popular, como sereias.

A expectativa é que o projeto fortaleça o turismo de mergulho na Baixada Santista e ajude a consolidar o Guarujá como um destino relevante para atividades náuticas no Brasil.

Segundo informações apuradas pelo Diário do Litoral, o espaço ainda passará por etapas finais de preparação antes da abertura oficial ao público, prevista para ocorrer em breve.

Recifes artificiais ganham espaço no turismo de mergulho

Embora o conceito de museu subaquático ainda seja novidade no país, o uso de estruturas submersas para estimular a biodiversidade marinha e o turismo de mergulho já vem sendo adotado em diferentes destinos.

Em março de 2025, por exemplo, o ferry-boat Juracy Magalhães foi afundado na Baía de Todos-os-Santos, na Bahia. Após mais de 45 anos operando na travessia Salvador–Itaparica e sete anos fora de operação, a embarcação ganhou uma nova função: atuar como recife artificial e atrativo turístico para mergulhadores.

Na prática, estruturas submersas criam áreas de abrigo e alimentação para diversas espécies marinhas. Elas oferecem superfície para a fixação de algas, corais e outros organismos, favorecendo a formação de novos ecossistemas e ampliando a biodiversidade local.

Fonte: Náutica 

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