Mulheres viajam de moto do Paraná até Milwaukee (EUA) e levam a bandeira da prevenção do câncer de mama

EDIÇÃO DO DIÁRIO com agências

Ana Sofia e Ana Pimenta iniciaram no dia 19 de maio o projeto The Ride 115, criado para comemorar os 115 da Harley-Davidson e para conscientizar as mulheres da importância na prevenção do câncer de mama, superado por Ana Sofia (uma das sócias no projeto) há 10 anos. A jornada do Paraná até Milwaukee, casa da H-D, teve em seu planejamento inicial completar a visita em 115 concessionárias da consagrada marca de motocicletas, passando por 17 delas em diferentes estados do BR. Tudo certo, orçamento “redondo”, tempo contabilizado, elas estavam preparadas para imprevistos comuns em viagens longas como essa, não fosse no dia 21 de maio o início da paralização dos caminhoneiros, que durou [intermináveis] 11 dias.

Enquanto os noticiários atualizavam hora a hora as consequências da paralisação em todo o país, sobretudo no abastecimento do varejo e de combustíveis. Na estrada, Ana Sofia e Ana Pimenta tomavam decisões para comprometer o menos possível a agenda e as metas iniciais do The Ride 115.

“Em qualquer planejamento de viagem a falta de combustível é uma questão pensada, mas a situação que passamos foge completamente de tudo o que vivemos em mais de uma década de experiência viajando de moto. Para chegar em Curitiba [saindo de Florianópolis] foi um sufoco, pagamos mais caro pelo combustível e conseguimos encher o tanque, mas ficamos no bloqueio. Nesse um dia a mais que ficamos na cidade percorremos nove postos e só conseguimos comprar um galão e combustível para sair dali”, explica Ana Sofia.

Para o motociclista, o perrengue dá sabor a viagem

Se a pane seca já era uma ameaça para o projeto The Ride 115, o bloqueio das estradas instalava uma tensão a cada quilômetro percorrido. Mudar um projeto que tem pontos de paradas e metas estabelecidas com parceiros não é tão simples quanto parece, nessa hora, a experiência e o pensamento estratégico fez toda a diferença:

“Ainda em Curitiba tivemos que decidir por retirar Londrina do roteiro, ou seja, uma concessionária a menos agora e que teremos que repor depois nos EUA. A situação na cidade [Curitiba] estava mais crítica do que imaginávamos, aí tivemos a ideia de usar um paliativo que em uma viagem pessoal de férias não teríamos. O carro do fotógrafo que nos acompanha no ‘The Ride’ virou carro de apoio, tudo para evitar mudanças muito drásticas no roteiro que elaboramos por quase um ano. O lado profissional falou mais alto, em outra situação iríamos ficar mais tempo na cidade e, com certeza, acumularíamos mais histórias para contar, coisa que motoqueiros amam fazer”, conta Ana Pimenta.

Em alguns trechos onde os bloqueios eram mais ostensivos, as Ana’s conseguiram autorização para prosseguir contando com a compreensão e o respeito dos caminhoneiros. “Quando abríamos o capacete e eles viam que eram mulheres nas motos, eles autorizavam a passagem. Nós procuramos não “bater de frente” com, ao contrário, algumas vezes pedimos passagem em trechos onde a tensão parecia incontornável”, relembra Ana Sofia.

A repercussão da viagem só aumenta, assim como o número de fãs que querem rodar um pouquinho com elas (Crédito: divulgação)

O motociclista “raiz” precisa saber contornar as crises

Além da retirada de uma cidade do roteiro as sócias no The Ride 115 tiveram que remanejar a datas das passagens por São Paulo (capital e cidades do interior) até conseguir realinhar a agenda, o que aconteceu somente no dia 04/05.

“Tivemos que controlar a ansiedade nos quase três dias que ficamos na capital de São Paulo sem poder continuar a viagem e sem saber como seria o desfecho da paralisação. Quando conseguimos continuar, foi necessário focar em cumprir as visitas nas concessionárias até retomar o cronograma original, o que conseguimos em Ribeirão Preto, no dia 04 de junho”, comemora Ana Pimenta.

Outro ponto que as Ana’s ressaltam é que “mesmo que tudo o que foi feito não desse certo naquele momento, sabemos que poderíamos contar com ajuda de algum moto grupo ou motociclista local, ainda que não fossemos amigas pessoais dele (s) ”. Elas reforçam que os contatos feitos pela internet, com ajuda de amigos em comum ou quando se reconhece um colega motociclista são positivos na hora da diversão e na hora dos perrengues. “O motociclista é muito amigo, é muito irmão… ele quer ajudar, e ajuda muito. Desde convite para churrasco a oferta de hospedagem”.

O projeto The Ride 115 continua com força total. No dia 26 de junho, as Ana’s iniciam a jornada pelos EUA, partindo de Miami (FL) até Milwaukee (WI) para celebrar os 115 anos da Harley-Davidson, entre os dias 29 de agosto e 02 de setembro.

A repercussão da viagem só aumenta, assim como o número de fãs que querem rodar um pouquinho com a elas. Para cada um dos 115 dias de viagem elas esperam contar com a companhia de diferentes amigos também fãs de H-D que sempre prestigiam as empreitadas de irmãos motociclistas.

Se você quer saber onde elas estarão é só entrar no site www.theride115.com e ver o roteiro. Na página do The Ride 115 elas mostrarão detalhes da jornada.

E para ver as fotos do dia a dia é so seguir as redes sociais:

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Instagram – https://www.instagram.com/theride115/?hl=pt-br

Redação
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