Resultado da parceria entre a Invest Paraná e o Instituto Água e Terra, o conjunto de uma dezena de unidades de conservação Parques Paraná quer deixar de ser “uma ilha” e compor o polo turístico dos respectivos territórios que ocupam no Estado.
O consultor Wythaker Abreu, que representa o instituto e as áreas ambientais, defendeu, em palestra na Expo Turismo Paraná, que encerra nesta sexta-feira (8), no Viasoft Experience, na capital paranaense, a proposta de avançar no conceito de apenas zonas de contemplação e passar a ter propósito econômico para fomentar a atividade econômica nas regiões.

O especialista explicou que os parques se inserem no formato das Vocações Regionais Sustentáveis – VRS, que ressaltam a necessidade de interpretar e valorizar cadeias produtivas. No rastro dessa leitura, os Parques Paraná encabeçam o processo de irem além da identificação territorial.
“A estratégia deve ser a de gerar recursos e fazer a roda do turismo se movimentar”, sentenciou. O parque deve atuar, no seu entender, como âncora e capaz de atrair visitantes, mas, sobretudo, amplificar a experiência do visitante no entorno. “Daí se tornar efetivamente um produto turístico”, acentuou.
Um dos grandes desafios é motivar as comunidades do entorno das Unidades de Conservação e provocar o que Abreu chamou de pertencimento. Para tanto, informou que um projeto educacional, em particular com jovens, está sendo retomado, forma de disseminar a cultura de visitação e a maior conscientização ambiental. Tudo repercute num processo, segundo ele, de desenvolvimento cultural.
O apelo feito por Abreu está afinado com o pensamento contemporâneo a respeito dos patrimônios naturais. O conceito de natureza contemporâneo vai além da simples contemplação. Esses produtos podem expandir a permanência na unidade de conservação, hoje concentrada em visitações de um dia, incluindo ampliar a estadia, gerando riqueza para o destino como um todo.
No seu modo de interpretar, ativar produtos, comércio e serviços no território resulta na conexão dos parques com o lugar. Nesse sentido, defendeu que os agentes de viagens podem ser os protagonistas da viabilização dessa parceria.




