Contratar ou não um plano de assistência ao viajante. Se esta variável ainda permeia a decisão dos profissionais que intermediam o negócio entre fornecedores e consumidores no turismo, Gilson Popazoglo, diretor comercial da Global Travel Assistance – GTA -, apresentou, em palestra aos agentes de viagens, uma espécie de “pulo do gato” para dirimir dúvidas e apresentar aos profissionais do setor o procedimento cauteloso de não deixar o cliente sem esta salvaguarda.
A fala do executivo aconteceu na tarde desta quinta-feira (7), primeiro dia da 30ª edição da Expo Turismo Paraná, que se realiza no espaço Viasoft Experience, em Curitiba (PR), até esta sexta-feira (*).

, Gelson Popazoglo, participa da programação da Expo Turismo Paraná 2026. Crédito: Cecilia Fazzini/DT
Há 20 anos na GTA, empresa que já completou 36 anos, Popazoglo se dirigiu a uma concorrida plateia de profissionais do trade com o entusiasmo de quem confia no produto que comercializa. Lembrou o fato da seguradora manter uma carteira de 8 mil agências de viagens — das quais 6 mil ativas, em 2025.
Ele refinou informações e salientou o quanto o seguro-viagem está relacionado ao bem-estar do passageiro, o que justifica a proteção a ser acionada na hora da venda de um pacote. Enquanto, de um lado, precisa ser pesada a confiabilidade da empresa de seguro-viagem, por outro lado há que se contar com o teor de obrigatoriedade do agente em oferecer a assistência — mesmo que o consumidor final seja resistente em aderir ao produto.
Conforme atestou o executivo, “o seguro se destina às despesas além do trivial e a imprevistos. O papel do agente é plantar a precaução no viajante”.
Retaguarda operacional
Ao contar com uma Central 24 horas/7 dias por semana, a prática da telemedicina e até a inclusão de home care, caso a caso, a GTA sustenta a marca do atendimento full time para transmitir a eficácia do suporte.
Coberturas na área de saúde — hospitalar, despesas odontológicas, prática de esporte amador, farmácia, entre outros — precisam ser bem dimensionadas, conforme Popazoglo, o que converte a boa cobertura em algo que o bolso do cliente possa absorver e confirma o cuidado em não deixar o passageiro desassistido.
Entre as coberturas da GTA, o diretor da empresa relacionou o item transporte, que inclui traslado médico e de corpo, retorno de menores e/ou idosos, retorno antecipado, entre outras formas de locomoção. Também bagagem, com extravios ou danos, foi relacionada como campeã de ocorrência em viagem, o que necessita critério na aplicação do que reza a apólice, no caso de sinistros nesta modalidade de cobertura.
Como o bolso do viajante é sempre parte sensível, outra providência prevista no seguro é o ocorrido com repercussão financeira. Assim, ao alertar os agentes para o fato, o executivo apresentou facilitadores previstos no produto GTA, a exemplo do cancelamento de viagem, amparado em 27 motivos, ou atraso de voo, dada a abrangência do desenho feito em seu seguro-viagem.
Popazoglo ilustrou, com estudos de caso, a viabilidade econômica e o custo-benefício ao se contratar a assistência ao viajante. O objetivo da palestra foi, em especial, a conscientização daqueles que estão no balcão de vendas dos diversos produtos turísticos e o alerta sobre como evitar equívocos, como cobertura associada a cartão de crédito ou a pretensa substituição do seguro pelo papel, insuficiente a seu ver, dos planos de saúde em situação de viagens nacionais.
“Tudo é uma questão de percepção de valor”, sentenciou.




