Patrícia Coutinho, presidente da ABIH-MG: “BH teve vinte hotéis fechados em 2016” (RETRO 2017)

RETROSPECTIVA 2016 – REDAÇÃO DO DT – publidado dia 6 de janeiro

O ano de 2016 foi um período bastante difícil para o setor hoteleiro de Minas Gerais. É o que afirma a presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis de Minas (ABIH-MG), em entrevista ao DIÁRIO.

Esse ano foi muito desafiador para todos nós. Diante do cenário político e econômico do país, só Belo Horizonte teve vinte de seus hotéis fechados. Além, é claro, da taxa de ocupação baixa nos demais hotéis e as dificuldades de mantê-los em operação”, informa a presidente.

Segundo Patrícia, existem ações sendo realizadas para tentar reverter esses resultados e fazer com que a hotelaria no estado volte a crescer. “Junto a Embratur e demais órgãos que apóiam o turismo, a ABIH-MG vem trabalhando para atrair eventos, tanto de negócios, como de lazer, para movimentar a região”, conta.

Em relação às expectativas para o próximo ano, a presidente disse ao DT que, por enquanto, eles estão neutros. “Como 2016 foi um ano muito ruim, estamos aguardando e observando a mudança da economia do país. Por enquanto, não temos expectativas positivas, tampouco negativas”, conclui.

Airbnb

O DT questionou Patrícia Coutinho sobre os reflexos do Airbnb no Estado. Ela consentiu que esta concorrência prejudica o ramo hoteleiro. “Essa plataforma, sem dúvida, acaba atraindo viajantes, que antes se hospedavam em hotéis. Porém, com a crise, buscam, agora, opções mais econômicas”, afirma.

Na opinião da presidente, o Airbnb não deve ser proibido. Mas, sim, regulamentado. “Nós, da hotelaria, acreditamos que, se eles oferecem hospedagem, deveriam pagar os impostos que pagamos. Do contrário, deveria ser imposta uma estadia mínima no local de 30 dias”, completa.

Lei contra cobrança de direitos autorais do ECAD

Está em processo de avaliação no Senado um Projeto de Lei que proíba a cobrança de direitos autorais pela execução de músicas nos quartos de hotéis, motéis e pousadas.

Segundo Patrícia, discutir esta cobrança junto à população é um mecanismo importante. “A ABIH-MG milita pela extinção desta cobrança, portanto temos que aproveitar a oportunidade para discutir o tema e validar o conceito de que a cobrança pela reprodução de músicas em estabelecimentos hoteleiros não é legítima. Os quartos de hotéis, motéis e pousadas são ambientes privados, e portanto não se enquadram em tal tributação”, esclarece.

Redação
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