Passagem mais barata, hotel mais em conta, compra que rende mais em dólar – a combinação ajuda a explicar por que os brasileiros nunca gastaram tanto fora do país quanto neste ano. Os números divulgados pelo Banco Central confirmam que o 2026 está superando qualquer primeiro semestre desde que a série histórica começou.
Quanto os Brasileiros Estão Gastando no Exterior?
Entre janeiro e junho de 2026, os gastos de brasileiros em viagens ao exterior somaram US$ 12,62 bilhões, segundo o Banco Central. É o maior valor já registrado para um primeiro semestre desde o início da série do BC, em 1995. Vale reforçar: esse número representa o que turistas brasileiros gastaram fora do país – não deve ser confundido com o total das contas de viagens do Brasil, que também inclui o que estrangeiros deixam por aqui.
Só em junho, o Banco Central registrou US$ 2,22 bilhões em gastos no exterior, um avanço de 19,6% sobre os US$ 1,85 bilhão do mesmo mês de 2025. O ritmo mensal, portanto, segue acompanhando a tendência de alta observada ao longo do semestre.
Como o Gasto dos Brasileiros no Exterior Mudou?
Mudar de hábitos é normal. As preferências por alimentação, trabalho e lazer podem mudar. Mesmo no mundo dos jogos de azar, os jogadores se interessam por ler avaliações de cassinos e conferir as ofertas iniciais para novos jogadores no Slotozilla para encontrar novos jogos para relaxar. As estatísticas ajudam a entender os detalhes dessas tendências.
A comparação direta com anos anteriores deixa clara a dimensão do salto. Os números abaixo mostram como o primeiro semestre de 2026 se compara tanto a 2025 quanto ao recorde histórico anterior:
| Período | Gasto no exterior | Variação anual |
| 1º semestre 2025 | US$ 10,3 bilhões | – |
| 1º semestre 2026 | US$ 12,62 bilhões | +22,5% |
| Recorde anterior (1º sem. 2014) | US$ 12,4 bilhões | – |
O recorde anterior para um primeiro semestre datava de 2014, em plena Copa do Mundo no Brasil, quando o país recebia turistas e brasileiros também viajavam em ritmo forte. O valor de 2026 supera esse marcou mesmo sem um evento excepcional equivalente, o que reforça que a alta reflete uma mudança de comportamento mais estrutural do que pontual.
Por Que os Brasileiros Estão Gastando Mais no Exterior?
O fator mais citado pelos analistas é cambial. O dólar caiu de R$ 5,49 no início de janeiro para R$ 5,11 no fim de julho, uma queda acumulada de 6,87% no ano. Com a moeda americana mais barata, o poder de compra do turista brasileiro aumenta em destinos como Estados Unidos, Europa e países vizinhos. Alguns fatores combinados ajudam a explicar o movimento:
- A valorização do real frente ao dólar ao longo do ano, tornando passagens e hospedagem mais acessíveis;
- O aumento do número de voos internacionais com origem ou destino no Brasil;
- A atividade econômica ainda aquecida, mesmo com sinais de desaceleração;
- O fortalecimento das exportações brasileiras, que ajudou a valorizar o real frente ao dólar.
Não há, até o momento, dados que permitam atribuir o crescimento a um único fator isolado – a combinação de câmbio favorável e maior oferta de voos parece ser a explicação mais sustentada pelos números disponíveis.

O Que Isso Significa para os Viajantes e o Turismo Brasileiro?
Para quem viaja, o cenário de 2026 significa mais poder de compra fora do país, ainda que os preços em reais de passagens e pacotes continuem sujeitos a outras variáveis, como tarifas aéreas e sazonalidade.
Do outro lado da balança, o turismo estrangeiro no Brasil também cresceu: entre janeiro e julho de 2026, visitantes internacionais gastaram US$ 6,543 bilhões no país, alta de 9,4% ante o mesmo período de 2025 – um ritmo de crescimento visivelmente mais lento do que o dos brasileiros no exterior, ainda que os dois números não sejam diretamente comparáveis por cobrirem períodos diferentes (sete meses contra seis). Alguns pontos resumem o que essa tendência representa na prática:
- O Brasil segue sendo um emissor líquido de turistas, gastando mais fora do que recebe de visitantes estrangeiros;
- A mudança de comportamento é impulsionada tanto pelo câmbio quanto pela maior disponibilidade de voos internacionais;
- O resultado consolida 2026 como o ano de maior movimentação de turismo internacional da série histórica do Banco Central, tanto na saída quanto, em menor escala, na entrada de turistas.
Se a tendência cambial se mantiver na segunda metade do ano, é provável que 2026 termine como o ano de maior gasto de brasileiros no exterior desde o início da série histórica do Banco Central – mas isso ainda depende de como o dólar e a economia brasileira se comportarem nos próximos meses.




