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Viagens corporativas: setor aéreo sofre com câmbio, mas hotelaria está em expansão

O setor de viagens corporativas enfrentou um desaquecimento no terceiro trimestre de 2024, em meio a um cenário de tarifas aéreas elevadas, impulsionado especialmente pela valorização cambial.

REDAÇíO DO DIÁRIO

Com uma receita de R$ 3,3 bilhões no período, o segmento registrou uma queda de 8,7% em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). Ainda assim, as projeções para o fechamento do ano permanecem otimistas, indicando um faturamento recorde de R$ 15 bilhões, um crescimento de 10% em comparação a 2023.

Em setembro, o setor teve um faturamento de R$ 1,179 bilhão, representando um recuo de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Grande parte desse impacto é visível no segmento aéreo, responsável por 60% da receita do setor, onde o faturamento com passagens caiu 15,4% em setembro, somando R$ 692 milhões. Mesmo com a alta das passagens, o setor mantém boas perspectivas, projetando um último trimestre mais forte graças ao aumento dos eventos corporativos de grande porte.

Hotelaria e Locação de Veículos em Alta

Segundo a Abracorp, enquanto o transporte aéreo sofreu com as tarifas, a hotelaria e a locação de veículos têm se mostrado resilientes e até em expansão. O faturamento com hospedagem em setembro chegou a R$ 355 milhões, superando tanto o desempenho de 2023 (R$ 322 milhões) quanto o pré-pandemia em 2019 (R$ 249 milhões). O setor de locação de veículos também registrou crescimento significativo ao longo dos últimos anos, totalizando R$ 30 milhões em setembro — quase o dobro de 2019, embora ligeiramente abaixo de 2023, quando faturou R$ 32 milhões.

Desafios e Tendências para 2025

O fortalecimento das viagens rodoviárias entre empresas é uma das respostas ao custo elevado das passagens aéreas, que seguem pressionadas pelo câmbio. Em setembro, o setor rodoviário faturou R$ 6,475 milhões, uma alta impressionante de 70% em relação ao ano anterior e de 568% comparado a 2019. Essa tendência reforça a flexibilidade das empresas em diversificar suas opções de transporte, especialmente para trajetos curtos e médios.

Para 2025, o setor de viagens corporativas deve continuar se reinventando frente aos desafios econômicos. Caso a economia se estabilize, há potencial para um crescimento ainda mais robusto, especialmente com a consolidação de novos formatos de eventos corporativos híbridos e a expansão de serviços customizados. O cenário projeta um ano de maior diversificação de modalidades de transporte e hospedagem, onde o setor rodoviário e a locação de veículos devem ganhar ainda mais espaço.

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