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Brasil aposta no mercado chinês e cria grupo para impulsionar o turismo

O Ministério do Turismo oficializou nesta sexta-feira (3) a criação do Grupo de Trabalho de Turismo Brasil-China, iniciativa que pretende fortalecer a cooperação entre os dois países e preparar o Brasil para receber um número cada vez maior de visitantes chineses. A medida ocorre em meio ao fortalecimento das relações bilaterais e à estratégia do governo federal de ampliar a participação brasileira no maior mercado emissor de turistas do mundo.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do MTur

A portaria foi assinada pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e estabelece uma série de ações voltadas ao aprimoramento da recepção de turistas chineses, além da ampliação das oportunidades de negócios e da cooperação internacional no setor.

A iniciativa também acompanha o Ano Cultural Brasil-China e a política de isenção de vistos para turistas e viajantes de negócios chineses, em vigor desde 11 de maio até 31 de dezembro deste ano.

Segundo Gustavo Feliciano, o objetivo é ampliar o fluxo de visitantes e fortalecer a presença do Brasil no mercado chinês.

“A assinatura desta portaria marca um passo importante na nossa política de atração de visitantes e no fortalecimento das nossas relações internacionais. Brasil e China já possuem laços comerciais e culturais profundos e, agora, estamos implementando mais uma iniciativa para que o maior mercado emissor de turistas do mundo conheça as nossas riquezas. O papel deste Grupo será estratégico. Não queremos apenas que o turista venha, queremos que ele seja muito bem recebido. Vamos preparar o nosso setor, qualificar nossos serviços e criar um ambiente altamente atrativo”, disse o ministro.

Quais serão as atribuições do Grupo de Trabalho

Entre as principais funções do Grupo de Trabalho estão a produção de estudos e levantamentos sobre o mercado chinês, identificando o perfil dos turistas, oportunidades de promoção do Brasil, demandas de capacitação e necessidades de adaptação dos serviços turísticos.

O grupo também ficará responsável por propor ações para qualificar o atendimento ao visitante chinês, incentivar a adaptação dos receptivos turísticos, promover capacitação profissional e melhorar a experiência dos viajantes durante a estadia no país.

Outra missão será identificar destinos, rotas, produtos e experiências brasileiras com potencial de atrair esse público, além de mapear desafios relacionados à conectividade aérea, infraestrutura, mobilidade e acesso aos principais atrativos turísticos.

Além disso, o GT deverá elaborar um plano de trabalho específico para a agenda Brasil-China, produzir relatórios periódicos de acompanhamento e estimular parcerias entre órgãos públicos, entidades privadas e instituições nacionais e internacionais.

Cresce o número de turistas chineses no Brasil

Os números mais recentes reforçam o interesse crescente dos chineses pelo Brasil. Em maio deste ano, o país recebeu 15.380 turistas vindos da China, o maior volume já registrado para o período e um crescimento de 75% em relação ao mesmo mês de 2025, quando 8.767 visitantes desembarcaram em território brasileiro.

No acumulado entre janeiro e maio, foram registrados 55.260 turistas chineses, alta de 43% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Brasil recebeu 38.607 visitantes do país asiático.

Estratégia inclui promoção e novos investimentos

Em maio, Gustavo Feliciano esteve na China para apresentar o potencial turístico brasileiro a uma associação que reúne mais de 3 mil agências de turismo do país asiático, reforçando a estratégia de promoção internacional dos destinos nacionais.

Durante a missão oficial, o ministro também discutiu a abertura de novas rotas aéreas entre Brasil e China e articulou uma parceria com a Trip.com, uma das maiores plataformas digitais de viagens do mundo. A proposta prevê ampliar a divulgação dos destinos brasileiros na plataforma em conjunto com a Embratur.

Outra iniciativa anunciada pelo Ministério do Turismo foi o lançamento de um guia de investimentos em mandarim, reunindo projetos que somam potencial de até US$ 4,5 bilhões. A medida busca ampliar o interesse de investidores chineses no setor turístico brasileiro.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MTur

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