Um turista americano de 29 anos morreu após ser atingido por um raio enquanto fazia uma trilha no Monte Etna, na Sicília, região autônoma da Itália. O acidente ocorreu na noite de domingo (16), durante um temporal.
REDAÇÃO DO DIÁRIO
Natural do estado do Kansas, nos Estados Unidos, o homem foi encontrado na região de Rocca Capra, na área da Valle del Bove. Ele estava a aproximadamente 1.400 metros de altitude, em um ponto aberto, sem vegetação e particularmente exposto às condições meteorológicas. A identidade do turista não havia sido divulgada pelas autoridades até a publicação desta matéria.
Turista foi retirado de helicóptero
O alerta foi emitido pouco antes das 20h, no horário local. Uma equipe dos bombeiros italianos chegou ao local com o helicóptero Drago 142 e iniciou os procedimentos de emergência.
O turista foi içado para a aeronave e transportado ao Hospital Cannizzaro, em Catânia, mas não resistiu aos ferimentos provocados pela descarga elétrica.
Algumas publicações italianas informaram que o americano teria entrado em uma área interditada. A Associated Press, entretanto, destacou que as autoridades ainda não haviam confirmado se o ponto onde ele foi encontrado estava efetivamente incluído nas restrições de acesso.
Atividade do Etna provoca restrições
Parte das encostas do Monte Etna está fechada para visitantes devido à intensa atividade vulcânica registrada nas últimas semanas. A emissão de lava e cinzas também afetou as operações do Aeroporto Internacional de Catânia durante boa parte da semana anterior ao acidente.
Na segunda-feira (17), um dia após a morte do turista, o vulcão voltou a emitir fumaça e cinzas. As autoridades ampliaram as restrições em diferentes pontos da montanha diante dos riscos provocados pela combinação entre atividade vulcânica e mudanças rápidas no tempo.
Segundo autoridades locais, os raios provocaram mais mortes no Etna nas últimas décadas do que as próprias erupções. As últimas mortes diretamente relacionadas a uma erupção do vulcão foram registradas em 1987.
Monte Etna é Patrimônio Mundial
Localizado na costa leste da Sicília, próximo a Catânia, o Monte Etna é considerado o maior vulcão ativo da Europa. Sua altitude supera 3,3 mil metros, embora a medida possa sofrer alterações em razão das erupções e das transformações nas crateras.
O número de “33 metros” apresentado no texto original está incorreto.
Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 2013, o Etna possui uma história eruptiva de aproximadamente 500 mil anos. A organização o classifica como o estratovulcão mais ativo do mundo e destaca sua importância para estudos de vulcanologia, geofísica e outras áreas das ciências da Terra.
Apesar de ser uma das atrações naturais mais conhecidas da Itália, a visita ao Etna exige atenção aos alertas meteorológicos, às orientações das autoridades e às áreas temporariamente interditadas.
Raios representam perigo especial nas montanhas
A Proteção Civil italiana alerta que áreas montanhosas, abertas e sem abrigo estão entre os lugares de maior risco durante tempestades com raios. A recomendação é consultar a previsão do tempo antes de iniciar uma caminhada e abandonar imediatamente pontos elevados ou expostos diante dos primeiros sinais de temporal.




