A Caminhada dos Saberes começa no próximo 13 de maio, data que marca a abolição da escravatura no Brasil, com a proposta de aproximar estudantes da rede pública de São Paulo da história negra da capital paulista. O projeto, desenvolvido pelo Guia Negro em parceria com o Instituto Bancorbrás, promoverá cinco edições especiais da tradicional Caminhada São Paulo Negra até agosto.
DA REDAÇÃO com assessorias
A iniciativa reúne escolas de cinco regiões da cidade e aposta no afroturismo como instrumento de educação patrimonial, cidadania e valorização da diversidade cultural. Além disso, a proposta busca ampliar o acesso de jovens ao conhecimento sobre a contribuição da população negra na construção histórica, social e cultural de São Paulo.
Durante a Caminhada dos Saberes, os estudantes visitarão territórios históricos, personagens marcantes e espaços simbólicos frequentemente ausentes dos roteiros convencionais da cidade. Dessa forma, o projeto pretende estimular senso crítico, pertencimento e reflexão sobre a formação da identidade paulistana.

Caminhada dos Saberes amplia acesso à memória negra
Ao conectar turismo, educação e cultura, o projeto também reforça o papel social do afroturismo como ferramenta de transformação. Segundo os organizadores, o foco nas escolas públicas contribui diretamente para democratizar o acesso à memória afro-brasileira.
Para o Instituto Bancorbrás, a parceria representa um avanço nas práticas de turismo sustentável e regenerativo. “Une o propósito do Grupo Bancorbrás ao nosso compromisso com o turismo sustentável, oferecendo experiências inesquecíveis que preservam culturas, educam e transformam o olhar das futuras gerações. Como articuladores desse ecossistema, expandimos nossa atuação ao investir em iniciativas que resgatam o protagonismo da história negra e sua contribuição aos monumentos históricos, integrando a responsabilidade social à estratégia de crescimento do negócio”, afirma Cláudio Roberto, diretor executivo do Instituto Bancorbrás.
Segundo ele, a iniciativa fortalece o posicionamento do grupo em ações de impacto social e cultural. “Reafirmamos nossa missão de ser um ecossistema de turismo que promove experiências de valorização da cidadania e diversidade em cada roteiro de afroturismo que apoiamos no Brasil”, ressalta.

Por outro lado, o Guia Negro destaca que a chegada do projeto ao ensino público representa uma conquista histórica para a plataforma, referência nacional em afroturismo.
“Fazemos o roteiro com turistas, empresas em busca de letramento racial e escolas privadas. Chegar ao ensino público era um sonho que dependia de parcerias e que agora se concretiza. Esperamos que sejam os primeiros de muitos roteiros para as escolas públicas”, afirma Guilherme Soares Dias, fundador do Guia Negro.
A expectativa é que a Caminhada dos Saberes contribua para formar novas gerações mais conscientes sobre a história do Brasil, fortalecendo o respeito à diversidade e a valorização da cultura afro-brasileira.




