Em apenas três anos, o Instituto Aupaba consolidou uma metodologia brasileira de design regenerativo aplicada ao desenvolvimento territorial, utilizando turismo, cultura, educação e empreendedorismo para fortalecer economias locais, valorizar o patrimônio biocultural e promover inclusão social. Em nota enviada ao DIÁRIO, o Instituto informa que após experiências bem-sucedidas no Rio de Janeiro, a organização amplia sua atuação para a Amazônia com projetos voltados ao turismo de base comunitária e ao empreendedorismo sustentável.
EDIÇÃO DO DIÁRIO com assessorias
Criado em 2023, o Instituto desenvolveu um modelo próprio que reúne comunidades, governos, universidades e iniciativa privada para impulsionar o desenvolvimento a partir das potencialidades locais. Nesse período, estruturou uma rede de especialistas e parceiros para implementar projetos em diferentes regiões do país.
Entre os principais programas está o Viver Territórios, iniciado no Vale do Café (RJ), que mobilizou mais de 1.200 pessoas por meio de mentorias, capacitações, oficinas, feiras comunitárias e distribuição de capital semente para pequenos negócios ligados ao turismo e à cultura. A experiência deu origem ao Viver Territórios Amapá, lançado neste ano para atuar em Macapá e Santana, com a meta de qualificar 600 pessoas, acompanhar 200 empreendedores e fortalecer ou criar 100 negócios sustentáveis em dois anos. A iniciativa já reúne cerca de 150 lideranças e mais de 30 organizações parceiras.
Na área de educação e cultura, o projeto Trilhas Literárias promove rodas de leitura e contação de histórias em escolas públicas e espaços comunitários de sete municípios do Rio de Janeiro, distribuindo quase três mil exemplares do livro A Infância do Saci, de Luciana De Lamare.
O Instituto também atua na formação em turismo regenerativo, publica estudos sobre turismo de base comunitária, produz documentários, desenvolve roteiros turísticos comunitários e promove ações de integração entre comunidades, universidades, setor público e iniciativa privada.
Segundo a presidente do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, o diferencial da metodologia está na construção coletiva das soluções. “Mais do que desenvolver projetos, buscamos fortalecer a capacidade dos próprios territórios de construir seu futuro. Os resultados alcançados mostram que esse modelo pode ser adaptado e replicado em diferentes regiões do Brasil”, afirma.
A chegada à Amazônia representa um novo passo dessa estratégia, com foco na valorização dos saberes tradicionais, no fortalecimento da governança local e na estruturação de experiências de turismo de base comunitária que conciliem desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
Sobre o Instituto Aupaba
O Instituto Aupaba é uma organização brasileira especializada em design regenerativo aplicado ao turismo e ao desenvolvimento territorial. Sua atuação integra meio ambiente, cultura, educação, inovação social e geração de valor de longo prazo para transformar comunidades, cadeias produtivas e ecossistemas.
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