Segundo a Polícia Civil, clientes pagavam por passagens e hospedagens que não eram reservadas; prejuízo total seria milionário
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do g1 e da Polícia Civil do Rio de Janeiro
Uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, sob suspeita de comercializar pacotes de viagens que não eram entregues aos clientes. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo causado pelo esquema seria milionário.
A investigada foi identificada como Vitória da Cunha Ferreira Alvim, responsável pela agência Latitude Outdoor Adventures. Conforme a apuração, a empresa anunciava viagens para destinos nacionais e internacionais por meio das redes sociais.
Os pacotes oferecidos incluíam serviços como passagens aéreas, hospedagens e reservas. A empresa era formalmente registrada, o que, de acordo com os investigadores, ajudava a transmitir credibilidade aos consumidores.
Clientes pagavam por Pix
As investigações são conduzidas por agentes da 41ª DP (Tanque). Segundo a polícia, os clientes recebiam contratos com a descrição dos serviços e, depois da assinatura, realizavam os pagamentos, geralmente por Pix.
Apesar do pagamento, as passagens aéreas não eram emitidas e as reservas de hotéis não chegavam a ser efetuadas. Em alguns casos, os estabelecimentos indicados nos documentos fornecidos pela agência não possuíam nenhuma hospedagem cadastrada em nome dos viajantes.
Uma das vítimas relatou ter desembolsado aproximadamente R$ 9 mil por dois pacotes. Uma viagem seria para uma ilha do Caribe e a outra teria o Chile como destino. Nenhuma delas foi realizada.
Problema aparecia perto da viagem
Ainda de acordo com os depoimentos reunidos pela polícia, muitos clientes somente descobriam a situação quando a data da viagem se aproximava.
Ao solicitarem vouchers, bilhetes e comprovantes de hospedagem, os consumidores percebiam que os serviços contratados não estavam confirmados. Algumas vítimas entraram em contato diretamente com os hotéis e foram informadas de que não existiam reservas em seus nomes.
Contratos, comprovantes de pagamento e relatos de outros clientes foram analisados durante a investigação. Para a Polícia Civil, o conjunto de elementos indica que as negociações teriam sido fechadas sem a intenção de fornecer os serviços vendidos.
Justiça determinou prisão preventiva
A polícia afastou, até o momento, a hipótese de que os episódios representassem somente problemas comerciais ou descumprimentos contratuais.
Segundo os investigadores, há indícios de que a suspeita recebia os pagamentos já sabendo que as viagens não seriam providenciadas. Diante da quantidade de casos identificados e do possível risco de novas vítimas, a Justiça decretou a prisão preventiva da investigada.
Vitória deverá responder pelo crime de estelionato. O caso continua sendo apurado pela 41ª DP. Segundo o g1, a TV Globo buscava contato com a defesa da investigada até a publicação da reportagem.
Fonte: g1




