O passaporte brasileiro ganhou mais relevância no cenário internacional e alcançou, em 2026, a segunda posição entre os países da América Latina no Global Passport Index (GPI), elaborado pela consultoria internacional Global Citizen Solutions. No ranking mundial, o Brasil ocupa a 49ª colocação, ficando atrás apenas do Chile na região.
REDAÇÃO DO DIÁRIO com assessorias
A avaliação considera não apenas a facilidade de entrada em outros países, mas também fatores como oportunidades de investimento, qualidade de vida e ambiente econômico. Com nota geral de 82,4 em uma escala de 100 pontos, o Brasil se destaca pela forte mobilidade internacional e pela solidez de sua atuação diplomática.
Apesar do avanço, o desempenho econômico continua sendo o principal obstáculo para uma evolução mais expressiva no ranking. Segundo a CEO da Global Citizen Solutions, Patricia Casaburi, o país mantém uma posição consolidada como potência média estável, mas ainda enfrenta desafios relacionados aos investimentos e à abertura econômica.
“O Brasil é o exemplo de uma potência média estável, mas sua fraqueza persistente reside nos investimentos, o que serve de lembrete de que a abertura econômica não acompanhou o alcance diplomático do país”, afirma Casaburi.
A executiva destaca ainda que o diferencial do Global Passport Index é analisar o passaporte de forma abrangente, considerando não apenas a mobilidade internacional, mas também aspectos ligados à renda, tributação, ambiente de negócios e qualidade de vida, fatores que influenciam diretamente o potencial global de cada país.




