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Setor de eventos bate recorde de consumo e emprego em 2026

O setor de eventos de cultura e entretenimento começou 2026 mantendo o ritmo de crescimento observado nos últimos anos. De acordo com o mais recente Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), o consumo em atividades de recreação somou R$ 25,33 bilhões no primeiro bimestre do ano, o maior valor da série histórica iniciada em janeiro de 2019.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias 

O levantamento utiliza dados oficiais do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal, e indica que a demanda por atividades culturais, de lazer e entretenimento segue em expansão, consolidando o setor em um patamar superior ao registrado antes da pandemia.

A estimativa considera o peso mensal do item Recreação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), associado à massa de rendimento real dos trabalhadores com 14 anos ou mais, conforme dados da PNAD Contínua.

“Os dados confirmam que o consumo das famílias nas atividades de recreação e entretenimento permanece forte. Mesmo com todos os impactos causados pela pandemia, quando ficamos totalmente paralisados, o setor de eventos se consolidou como um vetor relevante da retomada da economia brasileira, com impacto direto sobre renda, emprego e uma ampla cadeia de serviços”, afirma Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da ABRAPE.

Emprego formal cresce mais de 80% desde 2019

Além do avanço no consumo, o setor também registra resultados expressivos no mercado de trabalho. Segundo dados do CAGED e da RAIS, compilados no Radar Econômico, o estoque de empregos formais no core business de eventos atingiu 205.538 vínculos em fevereiro de 2026.

Em 2019, antes da pandemia, o setor registrava 111.401 trabalhadores formais. O número atual representa um aumento de 94.137 postos de trabalho, equivalente a 84,5% de crescimento no período.

Entre os segmentos analisados, o maior avanço ocorreu na organização de eventos, que registrou crescimento de 149,1% no número de vínculos formais em relação a 2019.

Também apresentaram expansão significativa:

  • Patrimônio cultural e ambiental: 64,5%
  • Atividades artísticas e espetáculos: 58,0%
  • Produção e promoção de eventos esportivos: 52,0%
  • Recreação e lazer: 21,9%

No primeiro bimestre de 2026, o setor manteve saldo positivo de empregos, embora em ritmo mais moderado do que o registrado em 2025, refletindo uma fase de estabilização após a forte expansão pós-pandemia.

Cadeia ampliada movimenta milhões de empregos

O impacto do setor de eventos vai além das atividades principais. O chamado hub setorial, que inclui turismo, hospedagem, alimentação, publicidade, infraestrutura para eventos, segurança privada e serviços gerais, também apresenta crescimento relevante.

Nesse conjunto de atividades, o estoque de empregos formais passou de 3,45 milhões em 2019 para 4,27 milhões em fevereiro de 2026, um aumento de 820.490 postos de trabalho, equivalente a 23,8% de crescimento.

Entre os destaques estão:

  • Publicidade e Propaganda, com crescimento de 95,9% no estoque de empregos
  • Infraestrutura para promoção de eventos (palcos, estandes e coberturas), com avanço de 84,3%

Na comparação com outros grandes setores da economia, o setor de eventos apresenta o maior crescimento proporcional de empregos. Enquanto o core business do segmento avançou 84,5%, outros setores registraram expansão menor: construção (44,5%), serviços (25,0%), comércio (20,2%) e indústria geral (17,7%).

“Os números mostram que o setor de eventos não apenas se recuperou, mas atingiu um novo patamar estrutural. Esse desempenho reforça a importância de políticas públicas que garantam previsibilidade e segurança jurídica, como foi o caso do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), permitindo que a cadeia produtiva continue investindo, gerando empregos e movimentando a economia em todo o país”, destaca Doreni.

Sobre a ABRAPE

Criada em 1992, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) tem como missão promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil.

A entidade reúne atualmente mais de 850 associados em todos os estados do país, representando uma parcela significativa do PIB do setor de eventos. Durante a pandemia, a ABRAPE teve papel central na criação e na manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), considerado o maior programa de transação fiscal da história do Brasil voltado ao segmento.

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