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Voo de Nova Delhi para Hong Kong tem 52 passageiros infectados

A infecção por covid-19 de mais de um terço dos passageiros de um voo de Nova Delhi, na Índia, para Hong Kong, na China – até o momento 52 pessoas – levantou um debate entre especialistas de saúde sobre as medidas de segurança da indústria de aviação, que busca estimular a retomada das viagens aéreas na pandemia, informa uma reportagem do The Wall Street Journal.

Uma das passageiras, que viajava com a família no dia 3 de abril, disse que todos foram infectados, embora tenham usado máscaras durante todo o tempo de voo e evitado usar os banheiros da aeronave.

Ela relatou que um passageiro na mesma fileira tossiu repetidamente durante o voo de seis horas e que as pessoas retiraram suas máscaras para comer.

A companhia aérea Vistara, do grupo Tata SIA Airlines, disse ao jornal, que tem tomado medidas rígidas de segurança para minimizar o potencial de transmissão do coronavírus em voos.

Os 146 passageiros e 7 crianças do Airbus A321 representavam 85% da capacidade da aerovane, segundo a empresa Nanda Travel que organizou o voo.

Especialistas dizem que mesmo com a aplicação de medidas de segurança e de sistemas de ventilação adequados há riscos de infecção por partículas no ar e superfícies dos banheiros das aeronaves. Eles alertam que há riscos de disseminação nos aeroportos também, antes e depois dos voos.

Outra possibilidade discutida pelos especialistas é de que pessoas tenham sido infectadas após o voo nos hotéis de quarentena de Hong Kong e que tenham ocorrido falhas nos testes de detecção da covid-19 na Índia.

O sistema de saúde da Índia sofre uma grave crise diante da segunda onda de infecções pelo coronavírus. Na sexta-feira o país reportou mais de 322 mil infecções, um recorde mundial de casos em 24 horas desde o início da pandemia. Até o momento, 4,76% da população indiana foi vacinada.

Na terça-feira, Hong Kong suspendeu voos vindos da Índia por duas semanas e colocou o país na lista de alto-risco para desembarques.

Cientistas da Universidade de Hong Kong estão analisando o sequenciamento genômico dos passageiros infectados para definir se a disseminação do vírus ocorreu, ou não, durante o voo. (The Wall Street Journal)

 

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