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Copa do Mundo Feminina de 2027 deve gerar R$ 8,8 bilhões para a economia do Brasil

A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 deverá gerar um impacto de aproximadamente R$ 8,8 bilhões na economia brasileira, segundo estudo elaborado pela FGV Projetos a pedido da Embratur. O levantamento considera os efeitos econômicos do período de preparação e da realização do torneio, que será disputado pela primeira vez na América do Sul.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da Embratur

Os dados foram apresentados na quinta-feira (16), durante o Confut, evento internacional voltado para negócios, inovação e networking no esporte, realizado em Nova York. Além da movimentação financeira, a pesquisa estima crescimento de R$ 3,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do país, equivalente a cerca de 0,03% da economia brasileira, com base nos dados de 2025.

O estudo também projeta a criação de 73,7 mil empregos diretos e indiretos, além da geração de R$ 4,5 bilhões em rendimentos, entre salários e lucros, e uma arrecadação tributária estimada em R$ 928 milhões.

Megaevento deve superar impacto dos principais torneios esportivos

Segundo o diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, o potencial econômico da Copa do Mundo Feminina supera, sozinho, a soma dos maiores eventos esportivos recorrentes realizados no país.

“Em 2025, o conjunto dos dez maiores eventos esportivos recorrentes do país movimentou, somado, R$ 4,56 bilhões. Quando olhamos para a Copa do Mundo Feminina FIFA 2027, entendemos a verdadeira magnitude desse megaevento. Sozinhos, os impactos chegam a R$ 8,8 bilhões. Estamos falando de um único torneio que vai movimentar praticamente o dobro do valor gerado por todo o calendário de elite recorrente nacional.”

Para o professor da FGV e coordenador do estudo, Luiz Gustavo Barbosa, o torneio também reforça a posição do Brasil no cenário internacional de grandes eventos esportivos.

“Em menos de 15 anos, o Brasil se tornará um dos raríssimos países a ter sediado a tríade dos maiores eventos do planeta (Copa 2014, Olimpíadas 2016 e Copa Feminina 2027), carimbando um selo de excelência definitiva na captação de turismo internacional.”

Fluxo de turistas e investimentos impulsionam a economia

O estudo divide os impactos econômicos em dois grandes eixos. O primeiro considera os gastos do público durante a competição. A expectativa é de que cerca de 2 milhões de pessoas, entre brasileiros e turistas estrangeiros, acompanhem o torneio ao longo de um mês. Esse fluxo deverá movimentar aproximadamente R$ 4,7 bilhões, sustentar 45,7 mil empregos, gerar R$ 2,4 bilhões em renda e recolher R$ 516 milhões em impostos.

Já o segundo eixo analisa os investimentos necessários para organizar a competição. A estimativa é de um impacto de R$ 4,1 bilhões na economia brasileira.

Segundo o levantamento, a FIFA trabalha com um orçamento global de US$ 800 milhões para o torneio. Desse montante, cerca de 43% (US$ 344 milhões) correspondem ao pagamento de premiações internacionais e não permanecem na economia nacional. O restante representa uma injeção estimada em R$ 2,3 bilhões no mercado brasileiro, destinada a áreas como logística, segurança, saúde, transmissão e operação do evento, com potencial para sustentar aproximadamente 28 mil postos de trabalho.

A pesquisa utilizou a metodologia de Matriz de Insumo-Produto (MIP), reconhecida internacionalmente por mensurar impactos econômicos diretos, indiretos e induzidos.

Perfil das turistas reforça potencial para o setor de turismo

O levantamento também reúne dados da pesquisa VISA-Embratur (2025), que mostram que 48,61% dos turistas internacionais que visitam o Brasil são mulheres.

Segundo o estudo, esse público permanece, em média, 11 dias no país e gasta cerca de US$ 1.317 por viagem. As principais despesas concentram-se em destinos de sol e praia (67,70%), comércio e compras (52,10%), gastronomia (35,60%) e atividades culturais (34,90%).

Para a Embratur, esse perfil favorece a distribuição dos gastos por diversos segmentos da economia, beneficiando especialmente pequenas e médias empresas ligadas ao turismo.

Outro dado utilizado na projeção é da pesquisa Nexus/CBF (2024), segundo a qual 72% das pessoas que nunca foram a um estádio de futebol no Brasil são mulheres, enquanto 73% da população avalia positivamente a Seleção Brasileira Feminina. A combinação desses indicadores aponta para a possibilidade de ampliar o público consumidor do futebol e descentralizar os benefícios econômicos do torneio por diferentes regiões do país.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Embratur

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