Um incidente registrado no último dia 10 de julho em um voo da Ryanair chamou a atenção da comunidade aeronáutica e reforçou uma recomendação feita por companhias aéreas e especialistas: manter o cinto de segurança afivelado durante todo o voo, mesmo quando o aviso luminoso estiver apagado.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações de Agências Internacionais
O caso aconteceu em uma aeronave Boeing 737-800 que seguia de Tessalônica, na Grécia, para Memmingen, na Alemanha. Pouco depois da decolagem, uma janela da aeronave foi danificada, provocando uma despressurização da cabine e obrigando os pilotos a retornar ao aeroporto de origem.
Passageiro foi parcialmente puxado para fora da aeronave
Segundo informações divulgadas por agências internacionais, um passageiro de 61 anos que ocupava a poltrona ao lado da janela foi parcialmente puxado para fora da aeronave pela força da despressurização.
O homem só não foi completamente ejetado porque estava usando o cinto de segurança. Outros passageiros também ajudaram a puxá-lo de volta para dentro da cabine até que o avião pudesse realizar um pouso de emergência em segurança.
Após o desembarque, ele recebeu atendimento médico por ferimentos leves e queimaduras provocadas pelo fluxo intenso de ar durante o incidente.
Os demais ocupantes do voo seguiram viagem para a Alemanha em outra aeronave.
Como ocorre a despressurização?
Durante um voo, a cabine do avião é pressurizada para oferecer condições adequadas de respiração aos passageiros, já que, em altitude de cruzeiro, a pressão atmosférica e a quantidade de oxigênio são muito menores do que ao nível do mar.
Quando há uma ruptura na fuselagem ou em uma das janelas, ocorre uma rápida equalização da pressão entre o interior e o exterior da aeronave. Esse processo faz com que o ar escape violentamente em direção à abertura, criando uma forte corrente capaz de deslocar objetos e até pessoas que estejam muito próximas ao local.
Em situações como essa, máscaras de oxigênio são liberadas automaticamente para garantir que passageiros e tripulantes possam respirar normalmente até que a aeronave desça para uma altitude segura.
Por que o cinto faz tanta diferença?
Especialistas em segurança aérea explicam que o cinto de segurança reduz significativamente o risco de um passageiro ser lançado ou arrastado pela força gerada durante uma despressurização.
Além de proteger em casos de turbulência, o equipamento mantém a pessoa presa ao assento em situações inesperadas, aumentando as chances de sobrevivência em ocorrências raras, mas potencialmente graves, como a registrada no voo da Ryanair.
Por esse motivo, autoridades de aviação e companhias aéreas orientam que os passageiros mantenham o cinto afivelado sempre que estiverem sentados, independentemente de o aviso luminoso estar ligado ou não.
Investigação continua
As causas do incidente ainda são investigadas pelas autoridades responsáveis. Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de que uma peça da aeronave tenha atingido a janela durante a subida, provocando sua ruptura, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente.
A investigação deverá determinar a sequência exata dos acontecimentos e se houve alguma falha mecânica que levou à despressurização da cabine.




