A indústria brasileira de eventos movimenta bilhões de reais por ano e exerce papel estratégico na economia, no turismo e na geração de empregos. Com base nesse cenário, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) reforça a necessidade de aprovação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026), proposta que busca ampliar a segurança jurídica e fortalecer o ambiente de negócios para um dos setores mais relevantes do país.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
Levantamento apresentado pela UBRAFE mostra que apenas quatro importantes segmentos do setor — Carnaval de Pernambuco, Carnaval do Rio de Janeiro, Rock in Rio e eventos B2B realizados em São Paulo — somam quase R$ 30 bilhões em impacto econômico.
Os números demonstram como eventos culturais e de negócios movimentam cadeias produtivas ligadas à hotelaria, alimentação, transporte, comércio, turismo e prestação de serviços.
Em Pernambuco, o Carnaval gerou R$ 3,7 bilhões em dez dias e recebeu 2,8 milhões de visitantes. Já o Carnaval do Rio de Janeiro movimentou R$ 5,9 bilhões, com público de 1 milhão de pessoas no Sambódromo e cerca de 2 milhões de turistas na cidade.
O Rock in Rio, por sua vez, registrou impacto econômico de R$ 2,9 bilhões ao longo de sete dias de programação, reunindo aproximadamente 700 mil visitantes.
Feiras de negócios mantêm atividade durante todo o ano
Além dos grandes eventos voltados ao público, a UBRAFE destaca a importância das feiras e eventos corporativos para a economia brasileira.
Segundo a entidade, apenas em São Paulo os eventos B2B movimentam cerca de R$ 14 bilhões por ano, atraindo aproximadamente 8 milhões de visitantes distribuídos em cerca de 270 dias de eventos.
Diferentemente dos grandes festivais concentrados em poucos dias, as feiras de negócios mantêm uma agenda permanente que impulsiona a ocupação hoteleira, estimula o consumo, favorece o networking, atrai investimentos e gera oportunidades comerciais ao longo de todo o ano.
Entidade defende regulamentação do setor
Para a UBRAFE, a dimensão econômica da indústria de eventos exige maior reconhecimento institucional e um ambiente regulatório mais estável para empresas, organizadores, expositores e fornecedores.
“Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância”, afirma Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.
Marco Regulatório busca ampliar competitividade
A proposta do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026) é considerada prioritária pela entidade por criar maior previsibilidade para toda a cadeia produtiva do setor.
Segundo a UBRAFE, a regulamentação pode fortalecer a competitividade do Brasil no mercado internacional de eventos, estimular novos investimentos e criar condições mais favoráveis para o crescimento sustentável da atividade.
“Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. São feiras, congressos e convenções que mantêm cidades em atividade, geram negócios, promovem inovação e conectam empresas, marcas e mercados. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, completa Paulo Ventura.
Setor movimenta mais de R$ 1 trilhão em negócios
Fundada em 1986, a UBRAFE representa organizadoras de feiras, centros de convenções, empresas de infraestrutura, logística e serviços especializados.
Segundo a entidade, o Brasil realiza mais de 2 mil feiras e eventos de negócios por ano, responsáveis por movimentar mais de R$ 1 trilhão em negócios em diferentes segmentos da economia.




