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Quanto custa viajar em 2026? Economista explica como gastar menos nas férias

Viajar continua entre os principais desejos dos brasileiros em 2026, mas transformar esse plano em realidade exige organização financeira. Em um cenário de juros elevados e inflação pressionando serviços ligados ao turismo, como passagens aéreas, hospedagem e alimentação, especialistas alertam que o planejamento é o principal aliado para evitar dívidas após o retorno das férias.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias 

Uma pesquisa da Booking.com mostra que 94% dos brasileiros pretendem viajar em busca de descanso em 2026. No entanto, segundo a economista e docente da Faculdade Santa Marcelina, Enivalda Pina, antes de definir o destino é fundamental avaliar o orçamento disponível para que a viagem não comprometa as finanças da família.

“A inflação continua impactando o custo de serviços como passagens aéreas, hospedagem e alimentação, enquanto a taxa de juros elevada torna o crédito mais caro. Por isso, organizar as finanças antes de viajar é essencial para evitar o endividamento”, explica.

Faça um orçamento completo antes de viajar

A especialista recomenda elaborar um planejamento financeiro que considere não apenas os gastos mais conhecidos, como transporte e hospedagem, mas também despesas com alimentação, deslocamentos no destino, passeios, compras e uma reserva para imprevistos.

“Um dos erros mais comuns é considerar apenas os custos iniciais da viagem e esquecer os gastos extras que surgem durante o passeio”, destaca.

Outro ponto importante é pesquisar preços com antecedência. Ter flexibilidade nas datas, viajar em períodos de menor demanda, reservar passagens e hotéis antecipadamente, utilizar programas de fidelidade e milhas, além de considerar hospedagens alternativas e destinos menos concorridos, são estratégias que podem reduzir significativamente os custos.

Como economizar durante as férias

Mesmo durante a viagem, algumas escolhas ajudam a manter o orçamento sob controle. A economista recomenda priorizar restaurantes frequentados pelos moradores locais, utilizar transporte público, fazer passeios a pé sempre que possível e, em hospedagens com cozinha, preparar algumas refeições.

Segundo ela, essas medidas permitem economizar sem comprometer a experiência do viajante.

Parcelamento exige atenção em tempos de juros altos

Embora parcelar a viagem possa ser uma alternativa interessante, Enivalda Pina ressalta que essa opção deve ser utilizada com cautela.

“Parcelar faz sentido quando cabe no orçamento e não compromete outras despesas essenciais. O cuidado deve ser redobrado neste cenário de juros altos, em que qualquer financiamento pode aumentar significativamente o custo final da viagem”, afirma.

Entre os erros mais frequentes, a economista cita o uso excessivo do cartão de crédito, a falta de uma reserva para emergências, a ausência de pesquisa antes das compras e, nas viagens internacionais, deixar para adquirir moeda estrangeira na última hora, sem acompanhar a variação do câmbio.

Seguro viagem também faz parte do planejamento

Outro item que merece atenção é o seguro viagem. Apesar de muitas pessoas ainda considerarem a contratação dispensável, a especialista lembra que o serviço pode evitar prejuízos financeiros em situações como problemas de saúde, cancelamentos de voos, atrasos ou extravio de bagagem.

“O objetivo das férias é descansar e aproveitar o tempo com a família. Um bom planejamento financeiro permite que essa experiência seja vivida com tranquilidade, sem que a viagem gere preocupações ou dívidas após o retorno”, conclui.

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