Para estar ainda mais próxima do exclusivo canal de distribuição de seu produto, as agências de viagem, a GTA – Global Travel Assistance regula as lentes de seu observatório do mercado, a fim de traçar as perspectivas de negócios mais realistas para o próximo exercício. Presente na ABAV Expo 2026, aberta hoje e que espera receber 40 mil profissionais que atuam na intermediação de viagem, até a próxima sexta-feira (2.10), no Expo Center Norte, em São Paulo, a empresa atua com maior foco no movimento das viagens e perfil do comprador. Em entrevista ao DIÁRIO DO TURISMO durante a ABAV Expo 2026, Celso Guelfi, CEO e fundador da empresa, afirmou que o avanço está sendo medido principalmente pelo número de passageiros embarcados e pela quantidade de agências compradoras atuantes.
Por Cecilia Fazzini
O empresário é categórico ao afirmar que o segmento de seguro é interdependente da disposição do consumidor em realizar a viagem. Este ano, segundo ele, a demanda se comportou de forma favorável e reproduz um crescimento de 8% nos resultados. O vento a favor motivou a companhia a lançar o GTA Cred Card, para ser utilizado nas despesas médicas dentro dos navios, já disponível na temporada passada de cruzeiros na Costa Brasileira. O cartão permite ao cliente utilizar os créditos, condição prevista na formatação da apólice, para serem consumidos a bordo em caso de necessidade.
E o ano de 2026 também foi destinado a um passo definitivo na aplicação de novas tecnologias, a partir da inteligência artificial, com a criação da assistente virtual ‘Ana’. “A novidade representou um incremento de 11 mil atendimentos”, contabiliza o executivo. Segundo Guelfi, a ferramenta vem sendo utilizada para fornecer informações às agências e auxiliar em diferentes etapas do processo relacionado ao seguro viagem. “Ela vem num crescente. Avaliamos esses primeiros 90 dias e é uma coisa nova para a gente. Vamos nos acostumando.”
Outra tacada de mestre da GTA foi o lançamento de seguro com valor reduzido, a depender do prazo menor de permanência, com a consequente menor exposição, do viajante no destino. Essa condição está disponível para o turista – de lazer ou corporativo – que realiza viagens de no máximo 11 a 20 dias, explica Guelfi que considera o produto mais atraente e justo para o cliente. Ele atesta que a análise mostrou diferenças importantes entre viagens curtas e períodos de permanência muito mais longos. “A gente entendeu que, pelo tempo que ele fica exposto, é diferente entre um período curto e um prazo de 180 ou 360 dias.” A partir dessa análise, a companhia realizou ajustes em seus preços. “Então, fizemos um ajuste nos preços e abaixamos em torno de 30%.”

GTA Cred Card facilita atendimento médico em navios
Entre os produtos destacados pelo executivo está também o GTA Cred Card, que funciona de forma virtual, desenvolvido especialmente para situações em que passageiros precisam arcar diretamente com despesas médicas a bordo de cruzeiros. Guelfi explica que, em grande parte dos atendimentos realizados durante uma viagem, a GTA consegue fazer o pagamento diretamente ao prestador do serviço. Nos navios, porém, a dinâmica pode ser diferente.
“Em 98% dos gastos, o passageiro não põe a mão no bolso. Nós pagamos diretamente na fonte do serviço. No navio, não. Ele exige que o passageiro pague e depois pegue o reembolso, que demora de 25 a 30 dias.”
O problema, segundo ele, é que esse intervalo pode fazer com que a cobrança chegue à fatura do cartão antes do reembolso. “Às vezes, o cartão do passageiro está vencendo e ele ainda não recebeu. Então criamos um cartão para ser usado em caso de um imprevisto.”
O produto chega agora à sua segunda temporada. “Lançamos há um ano. Essa é a segunda temporada, e a primeira correu muito bem.”
Economia e reforma tributária entram no radar
Para 2027, Celso Guelfi evita fazer projeções fechadas. Na avaliação do executivo, o desempenho do mercado de seguro viagem estará diretamente relacionado ao comportamento da economia. “Se a economia estiver boa, as pessoas viajam. Se a economia estiver ruim, as pessoas viajam menos.”
Guelfi pondera que parte do público mantém as viagens mesmo em cenários econômicos adversos, enquanto outros consumidores dependem mais da disponibilidade de renda. “A viagem acontece através de uma sobra de caixa ou de uma priorização. Então, a economia é sempre muito importante.”





