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Jorge Santana, presidente do parque Unidunas: “Luto para preservar essa área!”

REDAÇíO DO DIÁRIO

Localizado ao lado do Aeroporto Internacional de Salvador e entre as praias do Flamengo e Stella Maris, o Parque das Dunas é um dos pontos turísticos poucos conhecidos da capital da Bahia. Seu idealizador e precursor do projeto de preservação é Jorge Santana, educador ambiental e apaixonado pelo que faz. O parque foi fundado em 1994 e, nesses 22 anos,  é considerado a maior manancial de dunas e restinga em perímetro urbano do Brasil. “São 6 milhões de metros quadrados de espaço, que abriga um complexo de 12 lagoas, coberto por vegetação de Mata Atlântica preservada”, afirmou o diretor ao DIÁRIO.  O Parque das Dunas é uma OSCIP – (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), criada com o intuito de preservar o ecossistema de dunas, lagoas e restingas da APA (Área de Proteção Ambiental) do Abaeté.

É importante relatarmos que áreas de grande preservação, principalmente quando localizadas em capitais, exigem ainda mais cuidado. Nossa atitude de pegar o ecossistema  de lagoas e restingas dentro da cidade de Salvador influiu no desejo e na visão de criar uma faculdade de biologia na capital.”, afirmou Santana ao DT.  Jorge, no entanto, comenta, que a luta para manter o parque funcionando é das mais árduas.”A indústria imobiliária e a extração clandestina de areia é um dos nossos grandes inimigos. É uma luta para preservar esse ecossistema, com os poucos recursos que possuímos”, afirma o ecólogo. O Parque das Dunas tem uma dotação orçamentária em torno de R$ 30 mil por mês.

O Parque das Dunas é uma OSCIP – (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), criada com o intuito de preservar o ecossistema de dunas, lagoas e restingas da APA do Abaeté (Foto: divulgação)
O Parque das Dunas é uma OSCIP – (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), criada com o intuito de preservar o ecossistema de dunas, lagoas e restingas da APA do Abaeté (Foto: divulgação)

Classe Estudantil e turistas

Segundo Jorge, estudantes de Biologia e turistas aproveitam para colocar em prática seu conhecimento visitando o parque. “Eu comecei com a ideia de transformar aqui em um laboratório natural de biologia para estudos de base acadêmica e científica e estamos cumprindo esse objetivo”, afirma ao DT.

Segundo ele,  o parque ajuda na manutenção de um clima mais ameno na cidade, uma vez que funciona como barreira térmica, absorvendo o sal e limpando o ar que segue em direção ao centro da cidade. “Por ser quente e úmida, Salvador necessita das dunas e de sua vegetação para que haja a filtração da salinidade e a minimização de impactos ambientais à capital baiana. Outro fator é que as dunas retêm o calor e por conta disso, a cidade não sofre mais ainda com o clima quente”.

O Parque possui salas de aula, auditório, centro cultural, minhocário, lojinha de lembranças, administração, lanchonete, centro de apoio a pesquisas, alojamento para pesquisadores, entre outros.

O local está aberto à visitação. Os agendamentos podem ser feitos através do  site UNIDUNAS

DIÁRIO 20 ANOS – Publicado originalmente em 12 de jun de 2017 

 

 

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