O inverno deixou definitivamente de ser considerado baixa temporada no Rio de Janeiro. Impulsionada por um calendário repleto de eventos esportivos, culturais, gastronômicos e de negócios, a cidade espera receber cerca de 2,8 milhões de turistas entre julho e setembro de 2026, com impacto estimado de R$ 7,4 bilhões na economia local.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
A projeção foi divulgada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Riotur e das Secretarias Municipais de Turismo e de Desenvolvimento Econômico. A expectativa representa crescimento em relação ao inverno de 2025, quando a movimentação econômica gerada pelos visitantes alcançou R$ 6,9 bilhões.
Inverno consolida nova fase do turismo carioca
Segundo a Riotur, o fortalecimento da programação de inverno transformou o período em uma das principais temporadas para o setor turístico, ampliando o fluxo de visitantes nacionais e internacionais.
“O inverno carioca deixou de ser uma baixa temporada para se consolidar como um período de intensa movimentação turística e econômica. O Rio reúne uma combinação única de grandes eventos, atrativos culturais, esportivos e de lazer, capaz de atrair visitantes de todo o Brasil e do exterior ao longo de todo o ano. Essa expectativa econômica demonstra a força do turismo como vetor de desenvolvimento, geração de empregos e oportunidades para diversos setores da cidade.”, diz Bernardo Fellows, presidente da Riotur.
Número de visitantes deve crescer em 2026
Dados do Observatório do Turismo Carioca apontam que, durante o inverno de 2025, aproximadamente 2,7 milhões de turistas visitaram a capital fluminense. Desse total, 83,9% eram brasileiros e 16,1% estrangeiros.
Para este ano, a previsão é de um crescimento tanto do mercado doméstico quanto do internacional, elevando o total para cerca de 2,8 milhões de visitantes. A estimativa considera aumento de 5% entre os turistas nacionais e de 15% entre os internacionais.
A secretária municipal de Turismo, Daniela Maia, destaca que o clima mais ameno favorece a experiência dos visitantes.
“O Rio é um destino mundialmente conhecido e sempre em alta. Inclusive, esse período de temperaturas mais amenas garante a melhor visibilidade do ano para visitar o Cristo Redentor e o Bondinho Pão de Açúcar.”, comenta Daniela Maia, secretária municipal de Turismo.
Calendário de eventos impulsiona a economia
O desempenho esperado para o turismo é sustentado pela extensa agenda de eventos programados entre 21 de junho e 22 de setembro. O calendário reúne competições esportivas, festivais culturais, encontros de inovação e grandes feiras, contribuindo para manter a cidade movimentada ao longo de toda a estação.
Entre os destaques estão a Maratona do Rio, a Bienal do Livro, o Energy Summit, o Orquestra Ouro Preto Vale Festival, as tradicionais festas juninas, a Expo Rio Turismo, o Prêmio Sabores da Orla, o Festival de Inverno, a Rio Innovation Week, a Meia Maratona Internacional do Rio, o Mundial de Ginástica Rítmica e o Mondial de la Bière.
Diversificação fortalece o destino
Além das praias, o Rio de Janeiro tem ampliado sua oferta turística ao investir em eventos de negócios, entretenimento e cultura distribuídos por diferentes regiões da cidade.
“A cidade oferece atualmente uma ampla variedade de opções de lazer e de negócios, com uma programação dinâmica que varia ao longo do ano e se distribui por diferentes regiões da cidade. Isso tem impulsionado o crescimento do turismo nos últimos anos, tanto no mercado nacional quanto internacional”, avalia o secretário., ressalta Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
Como foi calculada a estimativa
A projeção de R$ 7,4 bilhões considera o gasto médio de R$ 2.208 por turista brasileiro e de R$ 4.494 por visitante estrangeiro, conforme o estudo Panorama Turístico – Turismo doméstico e internacional 2025, elaborado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ).
Os valores dos turistas nacionais foram atualizados para maio de 2026 com base no IPCA, enquanto os gastos dos visitantes estrangeiros foram corrigidos pela taxa de câmbio do mesmo período.
O levantamento contempla despesas com hospedagem, alimentação, bares, transporte, combustível, deslocamentos internos, entretenimento, atrações turísticas, telecomunicações e compras de produtos, como vestuário e lembranças.




