Durante a ABAV Expo 2026, realizada em São Paulo, a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), em parceria com a Prefeitura Municipal de Bonito e sob coordenação técnica da GI International (Green Initiative), apresenta nesta quinta-feira (1º) o Plano de Ação Climática do Destino Turístico de Bonito.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
A iniciativa é apresentada como o primeiro plano do gênero no Brasil elaborado com base técnico-científica, indicadores de desempenho e metas concretas de descarbonização.
Ações para reduzir emissões
O plano está alinhado à Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo, liderada pela ONU Turismo, que orienta destinos e organizações na elaboração de planos climáticos e no avanço de cinco caminhos complementares: mensuração, descarbonização, regeneração, colaboração e financiamento.
Em âmbito estadual, a iniciativa também converge com a meta de Mato Grosso do Sul de alcançar a neutralidade de carbono até 2030.
O documento estrutura a ação climática de Bonito em quatro frentes: transição energética e mobilidade; resíduos sólidos e economia circular; regeneração de ecossistemas e reflorestamento; e educação climática e engajamento no turismo.

Meta para 2030
A estratégia parte de uma linha de base de emissões referente a 2021, construída de acordo com metodologias reconhecidas para inventários de gases de efeito estufa. Com base nesse diagnóstico, Bonito estabeleceu a meta de reduzir em pelo menos 20% as emissões de gases de efeito estufa por turista até 2030, em comparação com os níveis registrados em 2021.
Durante o lançamento na ABAV Expo 2026, o diretor-presidente da Fundtur-MS, Bruno Wendling, mediará um painel sobre Ação Climática e Governança, com representantes da ONU Turismo, Embratur, Ministério do Turismo, Secretaria de Turismo de Bonito (SECTUR) e Green Initiative International.
“Assim como Bonito entrou para a história como o primeiro destino de ecoturismo carbono neutro do mundo, agora entra novamente como o primeiro destino turístico a lançar um Plano de Ação Climática no país. Entendendo que a agenda climática não é mais um ‘plus’ no mercado internacional. É uma obrigação. Mas ela exige muito mais esforço, mais investimentos. Não tem como a gente voltar, agora é só caminhar pra frente, e esse também é o instrumento que vai nos colocar num debate superior”.




