Passeio de Maria Fumaça em Jaguariúna traz o tempo de volta para família e casais

A Maria fumaça é uma aventura imersiva para os apaixonados por história, cultura e o universo ferroviário. O passeio liga a cidade de Jaguariúna à Campinas com percurso de 24 km (48 km ida e volta), indo até a zona rural campineira, na antiga estação Anhumas. Os ingressos são disponibilizados pelo site com agendamento ou na bilheteria do próprio local, que fica a menos de 20 km de Holambra, a cidade das flores.

Por Geovana Fraga


O dia amanhece ensolarado. A previsão é de que a temperatura ultrapasse os 30° graus. O céu azul se mostra perfeito para apreciar as paisagens que o passeio do trem de Jaguariúna à Campinas nos oferecerá.

O final de semana na cidade de Jaguariúna tem um ambiente típico do interior, sem trânsito e com uma mistura nostálgica entre casa de avó e clima romântico. Um misto de emoções e histórias se passa dentro desse início de passeio. Chegando na estação, nos sentimos dentro dos filmes e novelas de época que já usaram o local como cenário. O vagão Túnel do Tempo, decorado com figurinos do início do século 20, reforça a sensação. O visitante pode usar brevemente essas vestimentas enquanto posa para fotografias.

A partida está programada para às 10 horas, e isso acontece, pontualmente, na melhor tradição ferroviária. Meia hora antes, boa parte dos passageiros já está reunida na estação de Jaguariúna, conhecendo o museu ferroviário, o mais completo acervo de equipamentos históricos e os elegantes bares da estação. Em seguida, são contadas as primeiras histórias e ensinamentos que a equipe responsável pelo passeio nos preparou. É possível ver a lenha queimando, o movimento das braçagens e a importância da areia nas ferrovias, guiadas especialmente por Marcos Carvalho, monitor e voluntário da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), um dos condutores que realiza o trabalho há mais de 10 anos.

Início da viagem com Marcos contando o funcionamento e as histórias da Maria fumaça (crédito: Geovana Fraga)
Marcos Carvalho – voluntário da ABPF (crédito: Geovana Fraga)

Após o sonoro apito, o trem começa a andar, literalmente, a todo vapor. Passando sobre o rio Jaguari, é iniciada a vista panorâmica da natureza, com muitas paisagens que nos deixam sem palavras. Vemos criações de galinhas, gados e cavalos e toda a satisfação de se conectar à natureza. Mais à frente cruzamos também o rio Atibaia, cuja ponte ainda é a original, construída nos anos 40. É acolhedor o modo com que as pessoas e principalmente as crianças das fazendas se preocupam em acenar com a mão para os visitantes do trem, mostrando um olhar de admiração e desejo de boa viagem. A vontade é poder pegar todas as pessoas do caminho, colocar no trem e falar: venha aqui comigo viver essa experiência incrível!

Durante a viagem as famílias aproveitando a vista (crédito: Geovana Fraga)
Rio Atibaia no caminho da viagem do trem (crédito: Geovana Fraga)

Além de todo esse contexto que o lado de fora nos oferece, do lado de dentro a diversão é garantida. Salvador, o sorveteiro, traz deliciosos picolés que fazem a alegria da criançada. E não há como não apreciar tudo isso sem uma boa música. O trio Maria Fumaça canta “Trem das Onze” e vários outros clássicos da música brasileira. O percurso completo do trem sempre acompanha um carro restaurante onde tem água, refrigerante, chocolates, salgadinhos e até uma cervejinha gelada. O consumo é feito no seu próprio banco e são aceitos cartões de débito e crédito.

Sr. Salvador, o sorveteiro do trem (crédito: Geovana Fraga)

“O passeio ajuda na preservação do material ferroviário, na economia da cidade com bons restaurantes, hotéis e o pessoal que trabalha na feira de artesanato. Além de ser um grande atrativo próximo às grandes capitais, também gera bastante renda e recursos para a cidade”, relata Marco.

Estações

Ao longo da viagem conhecemos seis estações, sendo cinco já restauradas e uma aguardando patrocínio para seu restauro. São elas: Jaguariúna, Carlos Gomes, Desembargador Furtado, Tanquinho, Pedro Américo e Anhumas.

Marcos também comenta sobre a peculiaridade do trem: “acredito que o diferencial é a temática maior. Aqui nós focamos muito na parte histórica e na distância. Dá para a pessoa sentir aquela sensação de estar viajando de trem, sair de uma cidade e chegar na outra. O tempo de viagem é maior”.

Durante a viagem é possível ver ao lado o outro trem ao qual se junta na estação de Tanquinho voltando para Jaguariúna (crédito: Geovana Fraga)

De volta à estação Jaguariúna, o local já está transformado no salão de um grande restaurante, com mesas e cadeiras postas. Uma equipe completa aguarda pelos pedidos, que podem incluir a famosa picanha assada na pedra, anunciada por Marcos desde o início do passeio. Nada melhor para finalizar um passeio tão deslumbrante quanto uma saborosa refeição.

Restaurante Botequim da estação onde é recebido os passageiros para seu delicioso almoço (crédito: Geovana Fraga)

Confira mais fotos da viagem:

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