Idealizadora, produtora, promotora e, ao mesmo tempo, realista e sonhadora. Esta é Marta Lobo, CEO do Festival Internacional Audiovisual de Cultura e Turismo (Fiacult), que concede entrevista exclusiva ao jornalista Paulo Atzingen, editor do DIÁRIO.
À frente do festival, Marta Lobo trabalha na articulação entre audiovisual, turismo, cultura, esporte e promoção internacional de destinos. Sua atuação passa pela construção de parcerias institucionais, aproximação com organismos públicos e privados e ampliação de uma rede que conecta o Brasil à América Latina e à Europa.
Agora, Marta concentra esforços na edição de 2027 do Fiacult. O calendário projetado prevê etapas classificatórias e mostras internacionais, com ações no Brasil, Argentina e República Dominicana, até chegar à grande premiação, programada para outubro, em Gênova, na Itália. A expectativa é reunir cerca de 500 produções audiovisuais.
Nesta entrevista ao DIÁRIO DO TURISMO, Marta Lobo detalha os objetivos do Fiacult, explica como o festival se insere no ambiente das mídias digitais, fala sobre as categorias abertas a estudantes, amadores, profissionais, empresas e organismos públicos e comenta a estratégia de internacionalização do evento. A executiva aborda ainda as parcerias que estão sendo construídas para 2027 e a entrada do DIÁRIO DO TURISMO como mídia partner do festival.
DIARIO – Marta, alem de CEO, você é uma das promotoras no Brasil da Fiacult. Conte para os leitores do DIÁRIO quais os objetivos do Festival?
MARTA LOBO – O Fiacult é um festival internacional que promove e premia produções audiovisuais voltadas aos setores de comércio, cultura, turismo e esporte. Utilizando o formato de vídeos digitais de alto engajamento, o evento atua como uma plataforma estratégica de marketing e visibilidade global. Seus quatro pilares principais são: estimular o desenvolvimento econômico, promover destinos e produtos, incentivar a criatividade independente (de profissionais a estudantes) e expandir o alcance internacional, conectando mercados do Brasil a mais de 80 países através de uma vitrine digital que abrange diversas dimensões, como o turismo ecológico, religioso, esportivo e de saúde.
DIÁRIO – O Festival é Bienal, portanto o ano que vem é a próxima edição. Como estão os preparativos?
MARTA LOBO – Sim, o Festival é bienal. Após a pandemia, tivemos um período longo para isso, se reestruturando, inclusive as parcerias. E para o próximo ano de 2027, a nossa data projetada é a Grande Premiação na Itália, em Gênova, em outubro de 2027. Mas no decorrer do ano, vamos fazer uma primeira classificação na República Dominicana, que está previsto, Argentina e Brasil.
DIÁRIO – O Audiovisual é um segmento de comunicação que está na crista da onda com o auxílio das mídias sociais e da comunicação digital. Como o Fiacult se insere nesse contexto?
MARTA LOBO – O Fiacult posiciona-se como uma plataforma de marketing e fomento à comunicação digital, fundamentada no consumo de vídeos online como estratégia global de promoção. O festival atua como um ecossistema de multicanais, utilizando redes sociais (YouTube, Instagram, Facebook, LinkedIn e X), e-mail marketing qualificado e métricas de alto alcance para distribuir conteúdos, promover marcas e destinos turísticos, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para contar histórias e gerar relevância digital no setor e assim promover marcas e destinos mundiais.
DIÁRIO – Quem pode participar do Fiacult e quais as modalidades?
MARTA LOBO – A participação está aberta a estudantes, amadores e profissionais renomados, bem como a instituições, como Secretarias e Ministérios de Turismo, além de setores ligados à saúde, ao esporte e à cultura. Estão incluídos também operadores de viagens e empresas de transporte — aéreo, náutico ou terrestre. O regulamento detalha todas as categorias nas quais é possível inscrever o seu audiovisual.
Considerando a dinâmica ágil da comunicação contemporânea, recomenda-se que os materiais não excedam 20 minutos, respeitando o perfil do público atual, que prioriza conteúdos concisos e eficientes. O objetivo é que o material seja preciso e capaz de transmitir a essência de um destino, despertando no espectador o desejo imediato de conhecê-lo.
Cabe ao produtor explorar recursos sensoriais e narrativos que envolvam o público e despertem emoções. Contudo, produções com perfil corporativo ou institucional também são bem-vindas e integram as categorias disponíveis. Por fim, ressaltamos a categoria voltada aos estudantes e aos profissionais da publicidade, cuja criatividade, reconhecidamente singular, agrega um valor fascinante a este certame.

DIÁRIO – Pode falar dessa recente parceria com o DIÁRIO DO TURISMO que passa a ser um dos midiapartners do festival?
MARTA LOBO – O Diário do Turismo é uma publicação de grande prestígio e reconhecimento no Brasil, sediada em São Paulo. Como nossos parceiros estratégicos e integrantes da nossa rede de mídia, eles desempenham um papel fundamental na divulgação e na participação do Fiacult, assegurando uma representação de excelência para o evento. Essa parceria consolida uma das forças motrizes que consolidamos desde o início do projeto. Vale ressaltar que o Fiatcult não é apenas uma iniciativa em planejamento; é um evento consolidado, com um histórico de edições de sucesso. Para a edição especial de 2027, contamos com o apoio do Diário do Turismo e de outros diversos colaboradores. Já estamos promovendo essas parcerias internacionalmente, com ações em países como Itália, República Dominicana, Argentina, Chile, Uruguai, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.
DIÁRIO – Qual a média de participantes bienalmente e qual a expectativa para a edição do ano que vem?
MARTA LOBO – A média bienal está ligada à conjuntura econômica de cada nação, município, estado. Este ano, observaremos com maior clareza o impacto da economia global, cuja influência variará conforme a região, o país e a representatividade local. Nosso alcance concentra-se, predominantemente, no eixo Brasil, América Latina e Europa, sendo que a participação latino-americana — com destaque para cidades argentinas como Mendoza e Córdoba — tem sido expressiva. Embora o foco atual esteja na expansão da representatividade nessas regiões, a estimativa é receber cerca de 500 vídeos para avaliação. O processo ocorrerá em duas etapas classificatórias, seguidas por mostras internacionais, culminando na grande premiação que será realizada em Gênova, na Itália.
DIÁRIO – Quer nominar os principais parceiros do Fiacult da edição 2027?
MARTA LOBO – Sim, nós temos a Itália, obviamente é grande parceiro, através do Marcos Sartori, da Secretaria de Turismo de Gênova, que sempre tem interesse, e também é nosso parceiro de outros eventos, outras edições, e a República Dominicana, que também estamos conversando, que provavelmente vai ser uma das grandes figuras neste evento, e a gente tem o Brasil, o Brasil sempre, através da Embratur.




