InícioPolíticas de turismoPor um media training sem medo

Por um media training sem medo

Dias desses saímos do lugar comum dos media trainings. Simulamos um fato real e altamente explosivo para analisar o desempenho do presidente e principais diretores de uma grande corporação estrangeira frente à mídia

por Paulo Piratininga*

Recebemos inúmeras solicitações para eventos de media training, mas geralmente as demandas limitam-se ao básico. Em geral, são seis horas de treinamento, composto por uma introdução sobre a importância da mídia, seguida de uma apresentação das situações de maior exposição e risco para a imagem da companhia.

Para coroar a programação, há sempre uma celebridade do jornalismo – de preferência da Rede Globo – para conduzir a tradicional dinâmica de gravações em VT e aferir o desempenho, bom ou ruim, dos executivos frente às câmeras. Raro mesmo é receber um pedido preventivo de administração de crises, com o levantamento e mapeamento de áreas e fatores de risco para a imagem e atividades da companhia. Mais difícil ainda é atender a uma demanda de criação e formação de um grupo interno para contenção de emergências. A gestão de crises passa também pela atualização periódica ou elaboração de um manual interno, além de reciclagem regular dos principais dirigentes e executivos.

Inesperadamente, dias desses saímos do lugar comum dos media trainings. Simulamos um fato real e altamente explosivo para analisar o desempenho do presidente e principais diretores de uma grande corporação estrangeira frente à mídia. De surpresa, convocamos duas dúzias de atores bradando palavras de protesto diante da sede, em um importante corredor comercial de São Paulo. Em seguida, estrelou a mídia – outra dúzia de repórteres atores, representando emissoras de TVs e rádios e jornalistas da mídia impressa, sedentos por um bom escândalo.

O barraco foi criado para aferir a atitude imediata e bons e maus exemplos de gestão de crise. Lembre-se: o que está sempre em jogo é a credibilidade de uma organização diante da opinião pública. Ainda bem que os treinamentos regulares de contenção de crise e dinâmicas de media trainings têm mostrado porta-vozes capacitados na administração segura, rápida e transparente de uma situação. O susto passa sem deixar marcas.

*Paulo Piratininga é diretor geral da Scritta Comunicação

Matérias relacionadas

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique por dentro das notícias de turismo do DT!

Assine nossa newsletter e confira.




    Enriqueça o Diário com o seu comentário!

    Participe e leia opiniões de outros leitores.
    Ao final de cada matéria, em comentários.

    Matérias em destaque