InícioAviaçãoPresidente da Emirates vê risco de falência entre companhias...

Presidente da Emirates vê risco de falência entre companhias menores se guerra continuar

Companhia aérea de Dubai afirma que seguirá operando normalmente mesmo diante dos impactos da guerra envolvendo o Irã; executivo alerta para riscos às empresas de baixo custo

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da Reuters

A Emirates não pretende reduzir sua malha aérea nem diminuir a oferta de assentos, apesar das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. A avaliação foi feita pelo presidente da companhia, Tim Clark, que afirmou que a empresa continuará operando normalmente enquanto monitora os desdobramentos da crise na região.

A declaração ocorre em um momento de preocupação crescente no setor aéreo internacional, diante do aumento dos custos operacionais e dos desafios logísticos provocados pela guerra envolvendo o Irã.

Companhias de baixo custo podem ser as mais afetadas

Durante entrevista concedida antes da abertura do Salão Aeronáutico de Berlim, Clark alertou que um prolongamento do conflito pode trazer consequências para empresas com menor capacidade financeira.

“Se essa crise durar muito tempo, haverá algumas baixas, provavelmente primeiro no setor das companhias aéreas de baixo custo.”

A avaliação reforça posicionamento semelhante manifestado recentemente por Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), sobre os impactos econômicos da instabilidade geopolítica no setor.

Operação continuará concentrada em Dubai

Segundo o executivo, a Emirates seguirá utilizando Dubai como principal centro de conexões para passageiros com destino a mercados estratégicos, como Índia e Austrália.

A companhia também adotou medidas preventivas para manter a eficiência operacional, incluindo o transporte de combustível adicional em algumas rotas, buscando reduzir eventuais riscos decorrentes das mudanças no cenário regional.

Starlink impulsiona demanda por voos

Outro destaque apontado por Clark foi a expansão do serviço de internet via satélite Starlink a bordo das aeronaves da Emirates.

De acordo com o executivo, a conectividade gratuita tem sido bem recebida pelos passageiros e já apresenta reflexos positivos na procura pelos voos da companhia.

“Não temos nenhuma intenção de recuar ou reduzir.”

Clark ressaltou ainda que os custos adicionais decorrentes do conflito não representam, neste momento, motivo de preocupação para a empresa, que conta com respaldo financeiro do governo de Dubai.

Emirates amplia pressão por acesso ao mercado alemão

O presidente da companhia também voltou a defender a autorização para que a Emirates opere voos em Berlim, uma reivindicação que se arrasta há décadas.

Embora a empresa já possua slots no aeroporto da capital alemã, a autorização regulatória para iniciar as operações ainda não foi concedida pelas autoridades do país.

Segundo Clark, a expectativa é de forte demanda na rota, reforçando o interesse da companhia em ampliar sua presença na Alemanha.

Resposta às críticas da Lufthansa

Clark também rebateu críticas feitas pela Lufthansa, que frequentemente questiona as condições regulatórias e o modelo de apoio estatal concedido às companhias aéreas do Golfo.

Na visão do executivo da Emirates, a companhia alemã não deveria atribuir suas dificuldades competitivas ao ambiente regulatório.

“É uma empresa de capital aberto e precisa defender seus próprios interesses sem recorrer ao governo e se esconder atrás de suas saias.”

A troca de críticas ocorre em meio à disputa por mercado entre as grandes companhias europeias e as transportadoras do Oriente Médio, especialmente em voos de longa distância que conectam Europa, Ásia, Oceania e África.

Fonte: Reuters

Matérias relacionadas

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique por dentro das notícias de turismo do DT!

Assine nossa newsletter e confira.




    Enriqueça o Diário com o seu comentário!

    Participe e leia opiniões de outros leitores.
    Ao final de cada matéria, em comentários.

    Matérias em destaque