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Aeroporto estreia robôs que estacionam carros e devolvem veículo na volta

Quem embarcar pelo Aeroporto de Londres Gatwick poderá deixar o carro nas mãos de robôs. O terminal britânico inaugurou o primeiro estacionamento robótico do Reino Unido, eliminando a necessidade de procurar vagas e permitindo que os passageiros mantenham as chaves durante toda a viagem.

REDAÇÃO DO DIÁRIO 

O Aeroporto de Londres Gatwick apresentou um novo sistema de estacionamento robótico, que utiliza equipamentos de última geração para levantar os veículos pelas rodas e transportá-los até uma vaga segura.

Em vez de circular pelo estacionamento à procura de um espaço, os motoristas simplesmente deixam o veículo dentro de uma garagem privativa destinada ao desembarque e seguem para o terminal.

A partir daí, o robô assume o trabalho: eleva cuidadosamente o automóvel por baixo das rodas e o leva até uma área de estacionamento com acesso restrito.

Robôs transportam os veículos até vagas seguras enquanto os passageiros seguem para o terminal com as chaves do carro. - Crédito: gatwickairport.com
Robôs transportam os veículos até vagas seguras enquanto os passageiros seguem para o terminal com as chaves do carro. – Crédito: gatwickairport.com

Uma das principais diferenças em relação aos estacionamentos tradicionais de aeroportos é que os clientes permanecem com as chaves do carro durante toda a viagem.

Quando os passageiros retornam, o veículo é levado de volta e fica pronto para ser retirado. Segundo o Aeroporto de Gatwick, o sistema é compatível com aproximadamente 95% dos modelos de veículos.

A área de estacionamento robótico fica dentro do complexo aeroportuário e conta com rondas de segurança 24 horas, reconhecimento automático de placas nas entradas e saídas, cercamento no perímetro, iluminação, restrição de acesso ao público e certificação Park Mark Safer Parking.

O aeroporto afirma que as garagens privativas são totalmente acessíveis e estão de acordo com a Lei de Igualdade de 2010 do Reino Unido. O ônibus que conecta o estacionamento ao terminal também possui recursos de acessibilidade. Após deixar o veículo, os passageiros ficam a uma curta caminhada ou viagem de ônibus do terminal antes de iniciarem sua jornada.

O que outras fontes acrescentam

A informação foi confirmada pelo próprio Aeroporto de Gatwick, que anunciou o serviço em 23 de julho de 2026. Há, porém, uma precisão importante: as reservas já foram abertas, mas os primeiros passageiros poderão utilizar o estacionamento somente em agosto.

O sistema foi desenvolvido em parceria com a empresa francesa Stanley Robotics. O passageiro dirige até uma cabine fechada próxima ao Terminal Sul, desliga o motor, retira seus pertences, confirma a reserva em uma tela e leva as chaves consigo. O robô desliza sob o veículo, levanta-o pelos pneus e o transporta sem precisar ligar ou dirigir o automóvel.

Durante a reserva, o cliente informa os dados do voo de volta. O sistema acompanha a chegada e providencia para que o carro seja levado a uma cabine de retirada. Ao retornar, o motorista deve escanear o código QR da reserva para acessar o veículo.

Segundo as regras divulgadas pelo aeroporto, o estacionamento precisa ser reservado antecipadamente e não aceita clientes que cheguem sem agendamento. Nesta etapa inicial, o serviço também apresenta algumas limitações:

* permanência mínima de cinco dias;
* entradas e saídas indisponíveis aos fins de semana;
* reservas para horários entre 9h e 17h;
* peso máximo de 2,6 toneladas;
* altura máxima de 2,3 metros;
* distância máxima de 3,3 metros entre os eixos;
* rodas com até 21 polegadas.

Carros esportivos com pouca distância do solo, veículos com bagageiro de teto, algumas picapes, SUVs muito pesados e automóveis com reboque podem não ser aceitos. A compatibilidade com 95% dos modelos é uma estimativa divulgada por Gatwick, não uma avaliação independente. As condições estão detalhadas na página oficial do estacionamento.

O jornal britânico The Independent também confirmou que se trata da primeira implantação da tecnologia da Stanley Robotics no Reino Unido. A empresa já operou um serviço semelhante no Aeroporto de Lyon, na França.

Já o portal especializado Aerospace Global News destaca que os automóveis podem ser colocados mais próximos uns dos outros porque ninguém precisa abrir as portas depois que eles são armazenados. Isso permite ampliar a capacidade do estacionamento sem necessariamente construir uma nova estrutura.

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