Um funcionário do setor financeiro de uma agência de turismo de Maringá, no norte do Paraná, foi preso preventivamente após ser investigado por um suposto esquema de fraudes que teria causado prejuízo estimado em R$ 600 mil à empresa. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), ele criou uma empresa com nome semelhante ao da agência para receber pagamentos feitos por clientes.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do g1
O suspeito, identificado como Jorge Pereira dos Santos Junior, trabalhava na empresa havia pelo menos seis anos e ocupava uma função de confiança. De acordo com a investigação, ele teria utilizado esse acesso privilegiado para desviar recursos e obter vantagens financeiras. A defesa informou ao g1 que não irá se manifestar sobre o caso.
Empresa de nome parecido chamou a atenção da agência
As investigações começaram depois que a proprietária da agência identificou que alguns pagamentos de clientes estavam sendo direcionados para uma empresa com nome muito semelhante ao da agência, registrada em outro município e ligada à família do funcionário.
“Essa situação foi trazida pela proprietária da empresa no início do mês. Ela relatou que teria descoberto a existência de uma empresa em outro local, com nome muito semelhante, e que alguns clientes iam pagando boletos destinados a essa empresa, alguns mediante transferência bancária em contas dessa empresa. Ela percebeu que essa empresa era de uma cidade que era da família desse funcionário”, afirmou o delegado Fernando Garbelini, em entrevista à RPC Maringá, afiliada da TV Globo, reproduzida pelo g1.
Passagens e viagens pessoais também são investigadas
Segundo a Polícia Civil, o funcionário também teria criado, de forma irregular, um cadastro como agente de turismo — função que não exercia — para emitir passagens aéreas e reservas de hospedagem em benefício próprio e de familiares.
Os investigadores ainda apuram o uso indevido de um cartão corporativo da agência para custear despesas pessoais.
“Ele fez viagens para Europa, passou Carnaval no Rio de Janeiro. Passou a ter uma vida de luxo às custas dessa empresa”, disse o delegado Fernando Garbelini, em entrevista à RPC Maringá, afiliada da TV Globo, reproduzida pelo g1.
Apuração continua
A proprietária da agência informou à polícia que acredita que as fraudes tenham começado há aproximadamente dois anos. No entanto, a Polícia Civil ressalta que tanto o período das irregularidades quanto o valor do prejuízo ainda podem ser maiores, já que documentos financeiros seguem sendo analisados.
As investigações continuam para esclarecer todos os fatos e verificar se outras pessoas participaram do suposto esquema fraudulento.
Fonte: g1




