Relacionamentos: Tensões, Confrontações, Reconciliações e Derrogações.

por Mário Beni*

Embora todos os tipos de relações – com a família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho entre outros – satisfaçam em parte a intransigente necessidade humana de conforto social, esta necessidade se revela mais comumente na busca de um relacionamento afetivo, convergente e solidário.

Nem todo mundo precisa ou quer um relacionamento incondicional, e algumas pessoas buscam constantemente ampliar a gama de contatos pessoais e amizades ou mesmo parcerias e sociedades empresariais.

Muitas vezes, na convivência próxima e até necessária no compartilhamento de responsabilidades corporativas ou sociais, surgem salutares, inoportunas, naturais e diferentes opiniões e pontos de vista que podem consolidar ainda mais o pacto ou evoluir a um nível de ruptura irremissível.

Se chegarmos a esse ponto de estresse extremo, seria bom encontrar a relação certa para evitar o desenlace, a devastação causada no término dos relacionamentos, muitas vezes sedimentados durante muitos anos.

A filosofia chinesa nos ensina que os fins estão contidos nos começos, uma tempestade violenta prepara-se rapidamente, mas não dura para sempre

A filosofia chinesa nos ensina que os fins estão contidos nos começos, uma tempestade violenta prepara-se rapidamente, mas não dura para sempre.

Tanto a filosofia cristã quanto a hindu nos lembram que plantamos o que colhemos. Cuidar desde o início de um relacionamento potencial a dois para torná-lo sólido e eficaz, pode ser de grande importância para assegurar um resultado mutualmente satisfatório durante um longo período.

Quer o fim definitivo de uma relação seja a morte, o divórcio, o distrato societário e a dissociação empresarial ou uma das inúmeras outras possibilidades, as sementes são plantadas no começo. Proceder conscientemente, apesar do turbilhão de emoções e ressentimentos que acompanham nossos relacionamentos, não garantirá um desfecho tranquilo – todos os relacionamentos tem suas surpresas, baques e vazios – mas os oferecerá o melhor resultado para os nossos investimentos sejam comoventes ou financeiros.

 

*Mário Beni é professor Titular (aposentado) da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

 

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