InícioEconomia do turismoABEAR defende regulamentação sobre passageiros indisciplinados

ABEAR defende regulamentação sobre passageiros indisciplinados

Em evento na Ordem dos Advogados do Brasil OAB-SP, ABEAR defendeu regulamentação diante do aumento dos casos de passageiros indisciplinados, mas principalmente porque coloca em risco a segurança dos voos

O gerente de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Renato Rabelo, participou, na manhã desta sexta-feira (30/8), do 3º Encontro de Direito Aeronáutico da Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB-SP). Em painel sobre temas atuais do setor, ele falou sobre passageiros indisciplinados e a proposta em discussão na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para criar regras mais rígidas.

Rabelo explicou que a ideia é classificar a conduta dos passageiros de acordo com a gravidade das ações. Segundo ela, a métrica depende do risco que podem representar para a segurança da operação. A ABEAR integra o grupo de trabalho que avalia o tema na ANAC.

“O nosso princípio irrevogável no setor é o da segurança. Quando a gente fala em buscar uma regulamentação que iniba condutas indisciplinadas de passageiros estamos buscando garantir a segurança do voo e de todos os demais que estão a bordo da aeronave”, pontuou.

Encontro reuniu representantes da ABEAR e OAB -SP (Foto: ABEAR/Divulgação)

O número de ocorrências de passageiros indisciplinados vem crescendo desde a pandemia da Covid-19. O aumento em relação a 2019 é de 67%, sendo que em 21% das vezes houve agressão física ou ameaça. Em 2023, foram em média 2 casos por dia, com 735 ocorrências. Neste ano, até o mês de julho, já foram 421 registros.

Segundo a proposta da ANAC, as condutas serão classificadas de acordo com a probabilidade de ocorrência, suas consequências e a eficácia das medidas de mitigação existentes. O nível mais sério é o gravíssimo — quando o passageiro adultera ou danifica dispositivos de segurança, atenta fisicamente contra membros da tripulação ou tenta acessar a cabine sem autorização, entre outras situações. Nestes casos extremos, a pessoa poderá ser impedida de voar por 12 meses, fazendo parte da chamada No Fly List.

A restrição de voar é uma prática adotada por vários países para conter passageiros que não se submetem às condutas durante o voo, se recusam a seguir as instruções da tripulação e, por consequência, ameaçam a segurança de todos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Federal Aviation Administration (FAA) tem política de “tolerância zero” que também prevê multa e que, segundo o órgão, diminuiu ocorrências do tipo em mais de 60%.

A consulta deixa claro que as empresas deverão garantir a ampla defesa aos passageiros, mas a eventual punição de nível gravíssimo será compartilhada entre elas, para que todas a implementem.

O gerente de Relações Institucionais da ABEAR defendeu ainda que sejam feitas campanhas educativas para conscientizar passageiros da importância de seguir as regras e minimizar os casos.

Matérias relacionadas

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique por dentro das notícias de turismo do DT!

Assine nossa newsletter e confira.




    Enriqueça o Diário com o seu comentário!

    Participe e leia opiniões de outros leitores.
    Ao final de cada matéria, em comentários.

    Matérias em destaque