País registra crescimento no número de eventos internacionais, sobe no ranking global da ICCA e amplia a presença de cidades fora do eixo Rio-São Paulo no mercado MICE
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
O Brasil vem consolidando sua posição como um dos principais destinos para o turismo de negócios e eventos na América Latina. Além do crescimento no número de congressos e encontros internacionais realizados no país, a estratégia de descentralizar a captação desses eventos tem levado novas cidades brasileiras ao cenário global do segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions).
Um dos exemplos desse movimento é o Congresso da Associação Latino-Americana da Indústria de Eventos (COCAL), realizado entre os dias 1º e 3 de julho, no Centro de Eventos do Ceará. O encontro voltou a ser sediado no Brasil após 11 anos e reforça a estratégia nacional de diversificar os destinos aptos a receber grandes eventos internacionais.
Brasil registra alta de quase 18% em eventos internacionais
Com apoio da Embratur, o país ampliou sua participação no mercado internacional de eventos corporativos e associativos. O número de encontros internacionais passou de 234, em 2024, para 276 no último ano, crescimento próximo de 18%.
Os resultados também aparecem no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA). Entre 2023 e 2025, o Brasil avançou da 23ª para a 13ª posição mundial, consolidando uma das maiores evoluções recentes no levantamento.
Outro indicador que chama atenção é o aumento no número de cidades brasileiras presentes na classificação. Em 2023 eram 26 municípios; em 2025 esse total chegou a 42, demonstrando que o turismo de eventos vem se expandindo para além dos destinos tradicionalmente mais consolidados.
Nordeste ganha protagonismo no turismo de eventos
A descentralização do setor também fortaleceu destinos nordestinos. Fortaleza, Recife e João Pessoa estão entre as cidades que mais avançaram na edição mais recente do ranking da ICCA.
A escolha de Fortaleza para receber o Congresso da COCAL reforça esse protagonismo regional e evidencia o crescimento da infraestrutura voltada ao turismo de negócios no Nordeste.
“Esse resultado contribui para o fortalecimento da articulação entre Embratur e organizações ligadas à ciência, pesquisa e ao setor de eventos internacionais, como Convention & Visitors Bureaux (CVBs), Unedestinos, Brasil CVB, ALAGEV, ABEOC Brasil, AMPRO, UBRAFE, Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, CNPq, CAPES, entre outras. Essa parceria demonstra o avanço na descentralização e democratização da atividade MICE no nosso território”, comemora o presidente da Embratur, Bruno Reis.
Novos destinos entram no circuito internacional
Entre os municípios brasileiros mais bem posicionados no ranking da ICCA estão São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas e Belo Horizonte, reconhecidos pela infraestrutura e capacidade para receber grandes encontros internacionais.
No entanto, o crescimento também alcançou cidades de médio porte e destinos turísticos em diferentes regiões do país.
“Precisamos destacar que o crescimento não ficou concentrado apenas nos grandes centros tradicionais. Destinos como João Pessoa (PB), Bonito (MS), Campina Grande (PB), Bento Gonçalves (RS), Alto Paraíso (GO), Sorocaba (SP) e Rio Grande (RS) também passaram a integrar o circuito internacional de eventos”, reforça Bruno Reis.
Eventos impulsionam economia e atração de investimentos
Segundo o relatório ICCA GlobeWatch 2025, os eventos internacionais associativos desempenham papel estratégico para o desenvolvimento econômico das cidades, contribuindo para ampliar sua visibilidade internacional, atrair investimentos, fortalecer ecossistemas de inovação e estimular novas oportunidades de negócios.
Mercado brasileiro movimenta bilhões por ano
O fortalecimento do segmento MICE acompanha a relevância do mercado nacional de viagens corporativas. De acordo com dados da GBTA e da Visa, o Brasil ocupa a 10ª posição entre os maiores mercados de viagens de negócios do mundo, movimentando cerca de US$ 30 bilhões por ano, o equivalente a aproximadamente R$ 135 bilhões.
Nesse cenário, a realização da COCAL em Fortaleza reforça o papel do Brasil como referência latino-americana na integração do turismo de negócios, na troca de boas práticas entre os países da região e na atração de eventos internacionais.




