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Brasil é o mais bem preparado da América Latina para o turismo, diz ranking

Mesmo à frente de Chile, México e Argentina, país enfrenta desafios de infraestrutura, conectividade e gestão dos destinos, segundo a Unedestinos

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da Unedestinos

O Brasil ocupa a primeira posição na América Latina em desenvolvimento de viagens e turismo, mas perdeu espaço na classificação mundial. Segundo o Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2026 (TTDI), divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, o país aparece em 32º lugar entre 110 economias avaliadas, seis posições abaixo do resultado registrado em 2024.

Para a União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos (Unedestinos), o desempenho demonstra a força do turismo brasileiro, mas também evidencia a necessidade de investimentos em infraestrutura, conectividade e gestão para ampliar os benefícios econômicos da atividade.

Brasil supera países vizinhos, mas perde posições no mundo

Com 4,41 pontos, o Brasil aparece à frente de importantes mercados latino-americanos, como Chile, que ocupa a 35ª posição, México (41ª) e Argentina (48ª). Na liderança mundial estão Japão, Estados Unidos e Espanha, respectivamente.

O levantamento do Fórum Econômico Mundial utiliza 102 indicadores, organizados em 17 pilares, para avaliar as condições de desenvolvimento do turismo. Entre os critérios analisados estão segurança, transporte, ambiente de negócios, recursos naturais e culturais, políticas públicas e sustentabilidade.

Embora tenha apresentado melhora na pontuação, o Brasil recuou da 26ª colocação, em 2024, para o 32º lugar em 2026. O resultado indica que, apesar dos avanços, o país ainda precisa fortalecer fatores essenciais para competir com destinos internacionais mais bem estruturados.

O presidente da Unedestinos, Toni Sando, avalia que a liderança regional deve ser reconhecida, mas considera fundamental ampliar os esforços para que o setor contribua de maneira mais efetiva para o desenvolvimento econômico.

“Celebramos essa posição, que reflete a diversidade e a capacidade do Brasil de atrair visitantes de diferentes perfis. Temos agora o desafio de ampliar os investimentos em infraestrutura, conectividade e gestão, para que o Turismo gere cada vez mais oportunidades de negócios, empregos e renda em todas as regiões do país”, afirma.

Infraestrutura e custos desafiam o crescimento do turismo

Além da classificação dos países, o relatório do Fórum Econômico Mundial chama a atenção para a necessidade de transformar o crescimento do turismo em resultados concretos para as comunidades que recebem visitantes.

Entre os principais desafios identificados estão a concentração de turistas em determinados destinos, a sobrecarga da infraestrutura e o encarecimento das viagens, fatores que podem comprometer a competitividade e a sustentabilidade do setor.

A competitividade de preços apresentou queda em aproximadamente três quartos das economias analisadas. O cenário reforça a importância de políticas de desenvolvimento turístico capazes de equilibrar a expansão da demanda, a qualidade dos serviços e os impactos sobre as localidades.

Para o Brasil, a avaliação também aponta a necessidade de melhorar as condições de acesso aos destinos, fortalecer a conectividade aérea e terrestre e incentivar estratégias que ampliem a distribuição regional dos fluxos turísticos.

Unedestinos defende gestão integrada e valorização dos destinos

Na avaliação da Unedestinos, uma das alternativas para elevar a competitividade brasileira está no fortalecimento da gestão integrada dos destinos, com maior participação de empresas, entidades representativas e poder público.

Nesse contexto, os Convention & Visitors Bureaus (CVBs) desempenham uma função estratégica ao promover localidades, captar eventos e articular diferentes segmentos da cadeia turística.

A atuação dessas organizações também pode estimular o turismo fora dos períodos de alta temporada, atrair eventos corporativos e ampliar a movimentação econômica em municípios que ainda possuem espaço para crescer no mercado nacional e internacional.

Sando ressalta que o desenvolvimento da atividade não deve ser medido apenas pela quantidade de visitantes recebidos, mas também pela capacidade de gerar oportunidades e distribuir os resultados entre as comunidades.

“O Turismo precisa ser trabalhado de forma integrada, considerando não apenas a atração de visitantes, mas também os resultados que essa movimentação gera para cada localidade. Os Convention Bureaux têm um papel nesse processo ao conectar empresas, organizadores de eventos e gestores públicos. Fortalecer essas organizações e ampliar a cooperação entre os destinos são medidas que podem contribuir para que o Brasil avance em competitividade e distribua melhor os benefícios da atividade”, conclui Sando.

A entidade defende que a cooperação entre destinos e o fortalecimento das organizações regionais são caminhos para que o Brasil transforme sua diversidade natural e cultural em maior competitividade e desenvolvimento sustentável.

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