Covid-19: movimento nos terminais rodoviários de São Paulo caem em até 90%

Março já não vinha bem para o movimento dos terminais rodoviários de São Paulo: Jabaquara, Barra Funda e, o maior da América do Sul, Tietê. Na comparação com março de 2019, o mês atual já saiu perdendo. No ano passado, o carnaval, um dos principais incentivadores de viagens caiu no dia 5 (terça-feira) fazendo com que, naturalmente, os dias 1, 2, 3 e 4 tivessem um movimento fora da curva normal.

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A partir do segundo decêndio, contudo, os efeitos do Covid-19 passaram a ficar evidentes. Dados analisados pelo Centro de Inteligência e Economia do Turismo (CIET), da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, mostram que o Terminal Jabaquara, o de menor movimento, que atende o litoral Sul, registrou nesta segunda-feira (23) queda de 77% no número partidas (ônibus saindo) e 91% no número de passageiros. Foram nove dias consecutivos de operação abaixo da observada no mesmo período de 2019, com o abismo só aumentando: de 43% menos passageiros no dia 15, para 93% menos no dia 22.

No Terminal Barra Funda, que atende as cidades do Oeste Paulista, a situação não é melhor e a queda contínua no número de passageiros começou um dia antes: menos 1% no dia 14, menos 84% ontem, com o pico negativo de 86% no domingo, 22. O total de partidas também vem diminuindo a cada dia, sendo que nesta segunda-feira (23) foram menos 73%, no dia mais negativo do ano.

No Terminal Tietê, toda a segunda quinzena de março está no vermelho. O movimento foi de menos 15% de partidas e menos 32% de passageiros no dia 15, para menos 76% de partidas e menos 88% de passageiros ontem, dia 23. Seria o mesmo que um ônibus de 42 lugares sair com apenas cinco ocupados. Essa queda é mais sintomática no Tietê, já que do terminal partem os ônibus para as viagens mais distantes, como as cidades do Sul, do Nordeste, e até internacionais, como para Santiago do Chile.

“O mesmo fenômeno que começa a ser verificado nos aeroportos já está acontecendo de forma ainda mais rápida nos terminais rodoviários, por serem viagens que não são compradas ou programadas com tanta antecedência”, lembra Vinicius Lummetz, secretário de Turismo do Estado. “Nos aeroportos, a queda acontece, porém, de forma mais lenta, já que muita gente simplesmente ainda precisa pegar avião”.

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