A agenda ESG (Environmental, Social and Governance) vem se consolidando como um dos principais pilares da gestão turística no Brasil. Esse foi o consenso entre lideranças do setor reunidas durante o 3º Fórum ESG, promovido pela Resorts Brasil e pelo SINDEPAT, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reforçou a importância da sustentabilidade, da governança e do impacto social como fatores estratégicos para aumentar a competitividade e garantir a longevidade dos empreendimentos turísticos.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
Realizado no Bourbon Cataratas do Iguaçu Thermas Eco Resort, o evento reuniu gestores, especialistas, entidades, fornecedores e parceiros para discutir soluções conjuntas e estabelecer diretrizes que fortaleçam a adoção das práticas ESG em resorts, parques e atrações turísticas de todo o país.
Radar ESG Tur será uma das principais iniciativas
O último dia do fórum foi dedicado à construção de indicadores que permitam acompanhar a evolução das práticas ESG no setor turístico.
A atividade foi conduzida por Cássio Garkalns, da GKS Inteligência Territorial, e serviu como ponto de partida para o desenvolvimento do Radar ESG Tur, projeto que reunirá informações periódicas sobre desempenho ambiental, social e de governança dos empreendimentos associados à Resorts Brasil e ao SINDEPAT.
A proposta é criar uma base consistente de dados para apoiar decisões estratégicas e mensurar a evolução das empresas ao longo do tempo.

Sustentabilidade passa a integrar a estratégia dos negócios
Ao longo da programação, os participantes destacaram que a sustentabilidade deixou de ser uma ação isolada para se tornar parte da estratégia empresarial.
Os debates abordaram temas como governança corporativa, impacto social, preservação ambiental, gestão de pessoas, inovação, desenvolvimento de fornecedores e relacionamento com as comunidades, mostrando que essas iniciativas podem gerar benefícios simultaneamente para empresas, destinos turísticos e população local.
Entre os destaques esteve a apresentação do programa AJA, da Atlantica Hospitality International, conduzida por Flávia Buiati, vice-presidente administrativo-financeira da Resorts Brasil e vice-presidente de Financeiro & Jurídico da Atlantica Hospitality International. A iniciativa estrutura as ações da empresa nos pilares ambiental, social e de governança.
Outro painel reuniu representantes da BLTA (Brazilian Luxury Travel Association), BRAZTOA e SINDEPAT para discutir como a integração entre diferentes segmentos da cadeia turística pode ampliar os impactos positivos da agenda ESG.
Visitas técnicas aproximaram teoria e prática
A programação também incluiu visitas técnicas ao Bourbon Cataratas do Iguaçu Thermas Eco Resort, à Itaipu Binacional e ao Itaipu Parquetec.
Durante as atividades, os participantes conheceram iniciativas relacionadas à inovação, pesquisa, tecnologia, conservação ambiental, gestão de recursos naturais e desenvolvimento regional, aproximando as discussões do fórum de experiências já implementadas na prática.
Manual de boas práticas e novas ações para o setor
Como legado da terceira edição, foram anunciadas iniciativas que deverão nortear o avanço da agenda ESG no turismo brasileiro.
Entre elas estão:
- elaboração do Manual de Boas Práticas ESG para o Turismo;
- implantação do Radar ESG Tur;
- criação de indicadores para monitorar a jornada ESG de resorts, parques e atrações;
- ampliação das ações conjuntas entre Resorts Brasil e SINDEPAT;
- realização da Arena Conexões durante a Equipotel.
A própria organização do evento adotou medidas alinhadas à sustentabilidade. Em parceria com a ESG Pulse, foram compensadas mais de 8,9 toneladas de CO₂, considerando principalmente os deslocamentos aéreos dos participantes, transporte terrestre e alimentação.
Lideranças destacam legado do encontro
Para Juliana Salles, diretora executiva da Resorts Brasil, o ESG passou a ocupar um papel estratégico para o futuro da atividade turística.
“O ESG deixou de ser uma agenda paralela para se tornar uma estratégia de gestão e de competitividade para o turismo. O maior legado deste Fórum é perceber que estamos construindo, de forma colaborativa, ferramentas, indicadores e conhecimento capazes de fortalecer todo o setor. Mais do que compartilhar boas práticas, estamos estruturando uma agenda permanente para o futuro”, afirma Juliana Salles, diretora executiva da Resorts Brasil.
Flávia Buiati destacou a importância dos indicadores para fortalecer a gestão.
“Quando conseguimos transformar indicadores em gestão, o ESG passa a dialogar diretamente com eficiência operacional, redução de riscos e geração de valor. Construir uma base de dados confiável permitirá que o setor tome decisões cada vez mais estratégicas e fundamentadas”, destaca Flávia Buiati, vice-presidente administrativo-financeira da Resorts Brasil.
Já Carolina Negri, presidente executiva do SINDEPAT, ressaltou o caráter colaborativo da iniciativa.
“A realização do Fórum ESG, em conjunto com a Resorts Brasil, pela primeira vez, trouxe a certeza da importância de avançarmos num trabalho colaborativo nesta pauta. A troca de boas práticas entre resorts e parques foi muito rica e inspiradora. Precisamos dar as mãos e seguir adiante na agenda”, conclui Carolina Negri, presidente executiva do SINDEPAT.
O encerramento do evento também marcou o anúncio da próxima edição do Fórum ESG, prevista para junho de 2027, no Zagaia Eco Resort, em Bonito (MS).




