Inteligência de mercado, vento a favor

Sandra Maia*

Há uma semana o mercado foi surpreendido com um aplicativo mega eficiente de uma rede de supermercados. E enquanto em hospitalidade tentamos fortemente trabalhar com os dados dos clientes, que estão conosco por 2 ou 3 dias – a rede – conseguiu, de forma efetiva, trabalhar os dados de seus clientes que permanecem em suas lojas por menos de uma hora. Esses dados, liberados para seus fornecedores de diferentes marcas, permite que os fabricantes ofereçam ofertas especiais direcionadas para quem compra ou é comprador potencial.

O sistema é complexo, envolve alta tecnologia e promete transformar as transações de compra e venda para fabricantes e distribuidores do varejo. Não há mágica, há sim um sistema de levantamento e gestão de dados que traça uma linha de comportamento com produtos preferidos pelos clientes e que podem ser ofertados para manter o cliente nas lojas e em rede. E se o negócio é preço, descontos e ofertas exclusivas para as necessidades e desejos do cliente estão em linha.

É tão interessante o impacto do serviço que em menos de 10 dias do seu lançamento – já se pode notar uma mudança no comportamento dos clientes que circulam entre as prateleiras dos supermercados com seus smartphones nas mãos à “caça” de oportunidades.

Além de descontos e ofertas exclusivas para o cliente, uma série de serviços faz parte do processo. Você pode, por exemplo, participar de um clube de vinhos, acumular pontos e trocar por vales-compra, usar a lista de compras eletrônica, comprar online, localizar lojas e assim por diante. Ou seja, tudo ao alcance da palma da mão. O que eles solicitam em troca? Seu CPF, seus dados e a autorização para acompanhar suas “escolhas” na boca do caixa.

O processo do ponto de vista do marketing é um “sonho de consumo”. Ter o cliente fidelizado e aberto a escolher os produtos indicados e com vantagens promocionais: sensacional. Se conseguíssemos trabalhar em todas as áreas de serviço com essa eficácia, teríamos clientes cada vez mais leais e vinculados às marcas. E não são poucas as possibilidades dentro da área de hospitalidade. Os pontos de contato com o cliente da hotelaria em termos de degustação e uso de produto são fantásticos. Se tivéssemos mais atenção, poderíamos trabalhar cada ambiente e cada ponto de contato como uma possibilidade de venda. Assim como as Cias Aéreas poderíamos, dentro da proposta de marketing, monetizar cada espaço e trabalhar com parceiros que reduzissem sistematicamente o custo operacional da hotelaria, por exemplo.

Há muito o que trabalhar na área para tornar os hotéis mais competitivos e viáveis. A concorrência acirrada e a entrada de outros players no mercado tornam o marketing estratégico como ação necessária e possível.

Entender que o mercado mudou e que há possibilidades tecnológicas, somadas aos serviços sob medida, capazes de alterar o rumo do setor é uma questão de sobrevivência e por isso demanda atenção.

Vale também ressaltar que, nesse novo modelo onde o compartilhar se tornou parte da vida, a escolha e a decisão trocam de mãos. Quem tem o poder não é ou será o cliente e sim o fornecedor do serviço ou produto que se adequar e se instalar na rede que conecta e transforma máquinas em seres – mais ou menos humanos.

De quem é a escolha?

*Sandra Maia  especialista em comunicação empresarial é coordenadora dos cursos de graduação SENAC: Bacharelado em Hotelaria e Tecnologia em Eventos; e,  Consultora nas áreas de Comunicação e Marketing: https://www.cenariostraw4web.com.br . Contato: sandramaia.mkt@gmail.com

 

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