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Leilão do Aeroporto do Galeão movimenta mercado e deve atrair novos investidores no dia 30 de março

O novo leilão de concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, está marcado para o próximo dia 30 de março e já mobiliza o setor de infraestrutura e aviação no Brasil. Considerado um dos processos mais relevantes do calendário de concessões aeroportuárias deste ano, o certame será realizado na B3, em São Paulo, com lance mínimo estipulado em R$ 932 milhões.

DA REDAÇÃO

A nova concessão faz parte da estratégia do governo federal para reposicionar o Galeão como um dos principais hubs internacionais do país, ampliando investimentos, melhorando a gestão do terminal e fortalecendo a conectividade aérea do Rio de Janeiro com destinos globais. O aeroporto é o terceiro maior do Brasil em movimentação de passageiros e tem papel estratégico para o turismo e os negócios internacionais.

Nas últimas semanas, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou um roadshow para apresentar o projeto a potenciais investidores. Ao menos seis empresas participaram das reuniões de apresentação, nas quais foram detalhados o modelo do leilão, as diretrizes contratuais e as perspectivas operacionais do terminal.

Apesar do interesse inicial, o número de concorrentes pode ser menor na disputa final. Segundo declarações do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, cerca de quatro grupos demonstraram interesse efetivo em participar do leilão. O governo espera que o processo resulte em um novo ciclo de investimentos para o aeroporto, que nos últimos anos perdeu parte do fluxo de passageiros para o Santos Dumont.

O modelo adotado prevê a chamada “venda assistida” da concessão, que inclui a transferência de 100% das ações da concessionária responsável pelo terminal. A empresa vencedora assumirá a operação do aeroporto e deverá pagar à União uma contribuição variável anual correspondente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039, além do valor inicial ofertado no leilão.

Especialistas avaliam que a reestruturação contratual pode aumentar a atratividade do Galeão para operadores internacionais de aeroportos, especialmente em um momento de retomada do tráfego aéreo e expansão das rotas de longa distância. A expectativa é que o novo operador fortaleça a posição do terminal como porta de entrada internacional do Rio de Janeiro e impulsione o turismo na cidade.

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