Congressos mundiais no Rio de Janeiro colocarão a capital fluminense no centro dos debates internacionais sobre arquitetura, urbanismo, sustentabilidade e saúde em 2028. A cidade foi escolhida para receber dois grandes encontros que, juntos, devem atrair cerca de 7,5 mil participantes e movimentar aproximadamente US$ 14,6 milhões na economia local.
DA REDAÇÃO com assessorias
O Rio sediará o 5º Fórum Internacional da União Internacional dos Arquitetos (UIA) e a 39ª edição do Congresso Mundial de Neuropsicofarmacologia, promovido pelo Colégio Internacional de Neuropsicofarmacologia (CINP). As duas candidaturas tiveram apoio técnico e estratégico da Embratur e participação institucional do Visit Rio.
Congressos mundiais no Rio de Janeiro chegam pela primeira vez à América Latina
Previsto para ocorrer entre maio e junho de 2028, o 5º Fórum Internacional da UIA será realizado pela primeira vez nas Américas. A escolha do Rio foi confirmada durante a Assembleia Geral da entidade, em Barcelona, na Espanha.
A candidatura foi conduzida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e pelo IAB-RJ. Com o lema “Uma cidade. Muitos mundos.”, o fórum terá como eixo os debates sobre arquitetura, urbanismo e turismo sustentáveis.
A realização também se relaciona às iniciativas do Rio para pleitear o título de Capital Mundial do Turismo Sustentável, com chancela da UNESCO e da UIA.
Na área da saúde, a cidade receberá, entre 21 e 24 de junho de 2028, o 39º Congresso Mundial de Neuropsicofarmacologia. A candidatura brasileira foi apresentada durante a edição realizada neste ano em Glasgow, na Escócia.
O encontro ocorrerá em conjunto com o Brain Congress, considerado o maior congresso de neurociências do Brasil. Ambos serão organizados pela CCM Congresses. Será também a primeira vez que o congresso mundial será realizado na América Latina.
Eventos podem movimentar US$ 14,6 milhões
Os dois congressos mundiais no Rio de Janeiro devem reunir aproximadamente 7.500 participantes, dos quais cerca de 70% serão estrangeiros.
Considerando a metodologia da International Congress and Convention Association (ICCA), que estima em US$ 418,59 o gasto médio diário do turista de negócios, os eventos poderão movimentar cerca de US$ 14,65 milhões na economia carioca. Desse montante, US$ 10,46 milhões estão relacionados ao Fórum UIA e US$ 4,19 milhões ao congresso do CINP.
O impacto poderá ser ainda maior com a realização simultânea do Brain Congress, que historicamente reúne aproximadamente 6 mil participantes.
A captação reforça a importância do segmento MICE — reuniões, incentivos, conferências e exposições — para reduzir a sazonalidade turística, movimentar hotéis, restaurantes, transportes e serviços e elevar o gasto médio dos visitantes.
Segundo o ICCA GlobeWatch 2025, o Brasil ocupa a primeira posição na América Latina e a 13ª colocação mundial em número de reuniões associativas internacionais.
“O Brasil já ocupa posição de liderança na América Latina na atração de eventos associativos, e trazer fóruns dessa magnitude para o Rio de Janeiro reforça esse posicionamento global. O turismo de negócios funciona como uma vitrine de longo prazo, apresentando os destinos brasileiros como polos preparados para o intercâmbio de conhecimento e inovação”, afirma o presidente da Embratur, Bruno Reis.
Parcerias fortalecem candidaturas internacionais
No caso do Fórum UIA, a candidatura liderada pela presidente do IAB-RJ, Marcela Marques Abla, contou com uma rede de parceiros que incluiu Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo Federal, Secretaria Estadual de Cultura do Rio, Embratur e organizações nacionais e internacionais ligadas à arquitetura, ao patrimônio e ao desenvolvimento urbano.
Para Marcela, o encontro oferece uma oportunidade de ampliar a presença internacional da cidade.
“O 5º Fórum Internacional de Arquitetura, Urbanismo e Turismo Sustentáveis representa uma oportunidade de posicionar a cidade carioca como referência global na promoção da arquitetura, do urbanismo e do turismo sustentável, reunindo experiências, políticas públicas e soluções inovadoras para enfrentar os desafios climáticos, sociais, culturais e econômicos que moldam o futuro das cidades”, afirma.
O presidente-executivo do Visit Rio, Luiz Strauss, destaca que as duas conquistas resultam da articulação entre entidades públicas e privadas.
“A captação desses eventos reforça a vocação do Rio de Janeiro para receber encontros que promovem a troca de conhecimento e o debate científico em diferentes áreas”, afirma Strauss. Segundo ele, a atuação conjunta de Visit Rio, associados, Embratur e demais instituições envolvidas demonstra a capacidade da cidade de competir pela realização de grandes eventos internacionais.




