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NOVOS RUMOS – por Luiz Gonzaga Bertelli*

A aprendizagem, portanto, tem uma importância social relevante. Além de abrir oportunidades para jovens, em especial para aqueles que provêm de ambientes vulneráveis, também cria condições para o desenvolvimento pessoal e profissional, alicerçando o sucesso na carreira

Enquanto os jovens padecem com os índices alarmantes de desemprego, o CIEE traz uma boa notícia, que, em certa medida, ameniza a falta de oportunidades de emprego para esse segmento. Só no ano passado, 37.271 aprendizes formaram-se no programa Aprendiz Legal – uma parceria entre o CIEE e a Fundação Roberto Marinho para a profissionalização de jovens de 14 a 24 anos, com vistas ao aprimoramento técnico e à inserção no mercado de trabalho. Parte desses jovens foi efetivada na própria empresa em que receberam a capacitação. Os demais saíram fortalecidos para enfrentar os processos seletivos, com uma experiência ímpar. Afinal, foram treinados em uma empresa – geralmente de grande e médio porte – e participaram da capacitação teórica ministrada pelos instrutores do CIEE, o que assegura uma boa qualidade de formação socioprofissional.

O balanço da aprendizagem no CIEE registrou também uma maior interação do programa com as famílias, processo realizado com a colaboração de assistentes sociais. Houve 427 reuniões com pais, reunindo mais de oito mil participantes em todo o Brasil. Essa é uma estratégia vencedora do Aprendiz Legal: aproximar os pais da formação profissional dos filhos. O intercâmbio só traz resultados positivos, pois eles podem acompanhar o desenvolvimento dos jovens, adquirindo consciência do impacto do apoio familiar na construção socioprofissional dos jovens. Quanto mais desintegrada e degradada é a família, maior dificuldade para motivar os jovens para o ingresso no mundo do trabalho. São nessas brechas que muitos se desviam para o caminho das drogas e do crime.

A aprendizagem, portanto, tem uma importância social relevante. Além de abrir oportunidades para jovens, em especial para aqueles que provêm de ambientes vulneráveis, também cria condições para o desenvolvimento pessoal e profissional, alicerçando o sucesso na carreira. São vários os exemplos de jovens que saíram das mazelas da desocupação nas ruas e alcançaram a cidadania. Desde o início do programa, em 2003, quase 320 mil jovens foram ou estão sendo capacitados em nove modalidades: auxiliar de produção industrial; auxiliar de alimentação; arco administrativo; arco bancário; comércio e varejo; logística; telesserviços; telemática; turismo e hospitalidade.

O CIEE, com a experiência de 52 anos de atuação ao lado do jovem, acredita na aprendizagem e no estágio como instrumentos capazes de auxiliar a juventude a conquistar seu espaço de destaque no mundo do trabalho. Isso contribui, não só com as empresas – que ganham colaboradores mais qualificados – como todo o país, rumo a um desenvolvimento mais sustentável.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

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