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O VINHO aproxima e reaproxima as pessoas o que torna a vida mais alegre e emocionante

Conheci Marcos Cassel, de Novo Hamburgo, em função do trabalho. Ele era distribuidor de produtos para o ramo coureiro e trabalhava com taninos fabricados pela empresa Silva da Itália, que começou a produzir também taninos enológicos e assim surgiu a nossa amizade.

por Werner Schumacher*


Graças a ela conheci a fábrica na Itália e fui muito bem recebido pelo pessoal da Silva, comi num restaurante slow food espetacular e me proporcionaram um retorno a Nanci (França) pelas colinas da Liguria visitando pequenos produtores de azeite (de oliva é claro).

Falo do Marcos, sem esquecer a sua querida esposa Nara, pois ele mandou um whatsapp dizendo que havia me recomendado pra um amigo dele das Minas Gerais, onde tenho muitos parentes da família Rache; querem falar comigo para organizar a sua visita aqui no Vale dos Vinhedos.

Então o Sérgio Tche, um gaúcho desgarrado da querência, na verdade, um magro do Bonfa, fez contato e disse que gostaria de vir na Vindima, mas com uma condição: “pisar a uva com os pés”.

Qual não foi a minha surpresa e emoção maior ouvir um áudio hoje de sua mãe que falava ter sido professora de um Werner na 1ª série do primário, um guri um pouco gordinho e que usava óculos.

Nessa conversa toda, sugeri a ele que poderia buscá-lo no aeroporto e acompanhá-lo nos passeios, já que conheço praticamente todas as vinícolas, mas o Sérgio Tche, disse que não precisava, pois ele tinha familiares em Porto Alegre, quando o chamei de magro do Bonfa e veio à tona que toda a família dele havia estudado no Colégio Americano, no caso, as gurias e no IPA os guris. Fui buscando então informações e, por incrível que possa parecer, hoje 5/01/2021, poucas são as empresas que estão com as suas agendas prontas para a Vindima deste ano. A 1ª que surgiu foi a Cainelli, depois vi que Famiglia Valduga e Dom Candido, também estão com programação de vindimas com pisa. Se alguma outra quiser se candidatar, ainda há tempo.

Uma grande coincidência, pois com a minha família foi o mesmo.

Então perguntei a ele, “veja com a tua família se alguém se lembra ter sido colega de um Schumacher num desses colégios acima”….

Qual não foi a minha surpresa e emoção maior ouvir um áudio hoje de sua mãe que falava ter sido professora de um Werner na 1ª série do primário, um guri um pouco gordinho e que usava óculos. Como podem ver, pelo fato de eu ser baleia fora d’água, zarolho e 4 olho, o bullying não colava e se acontecesse, um castigo seria certo, perda do recreio.

Vocês não podem imaginar o quanto isto me sensibilizou, afinal, a Professora June Helena Koops Monteiro foi quem me alfabetizou e, provavelmente, ela quem comunicou a minha mãe o fato de eu ter alguma dificuldade visual, quando passei a usar óculos.

Na 1ª série tive a minha primeira experiência de degustação, um pessoal da MILO passou por nossa classe e ofereceu o produto para degustarmos, até hoje esse achocolatado está presente em minha mente, não consumo esse tipo de produto hoje e talvez a marca nem exista. Mas fica aqui um exemplo no que poderia significar degustações com suco de uva nas escolas.

Ouça os ÁUDIOS:

Dá pra dizer que quase nasci degustador, melhor dizer provador.

É incrível, mas um eno-amigo me levou a um novo eno-amigo, cuja mãe foi a professora que me alfabetizou. Esse novo eno-amigo é importador de vinhos de Portugal, origem de meu avô materno Raul Ribeiro de Mattos.

Devo muito à Professora Helena, como era conhecida pelos alunos, mal posso esperar a oportunidade de ir até ela e agradecer. Fica aqui o meu agradecimento a essa escola que foi muito importante na minha vida, o Instituto Porto Alegrense, que não só ensinava o básico, mas proporcionava inúmeras atividades culturais e esportivas, um modelo de ensino de vanguarda para a época

É incrível, mas um eno-amigo me levou a um novo eno-amigo, cuja mãe foi a professora que me alfabetizou. Esse novo eno-amigo é importador de vinhos de Portugal, origem de meu avô materno Raul Ribeiro de Mattos.

Com este depoimento, fica difícil negar que o vinho é uma bebida socializante, um alimento para o corpo e para a alma com certeza.


*Werner Schumacher, Vale dos Vinhedos, 5 de janeiro de 2021

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