Os Estados Unidos ampliaram as sanções contra Cuba, incluindo o Ministério do Turismo e outras entidades estatais na lista de restrições administrada pelo Departamento do Tesouro norte-americano. A informação foi publicada pelo jornal Valor Econômico, com base em dados divulgados pelo governo dos EUA.
Segundo a atualização da lista de sanções, também passaram a integrar as restrições o Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuario e o Grupo Empresarial del Comercio Exterior, ambos ligados ao Estado cubano.
De acordo com o Departamento do Tesouro, empresas e instituições financeiras que mantêm relações comerciais com as entidades incluídas na lista terão até 12 de agosto para encerrar ou revogar contratos vigentes.
As medidas decorrem de uma ordem executiva assinada pela Casa Branca em maio, que ampliou os poderes do governo norte-americano para congelar ativos sob jurisdição dos EUA pertencentes a pessoas e organizações que apoiem o governo cubano ou setores da economia da ilha.
A decisão também reforça a pressão sobre instituições financeiras que operam com organizações cubanas, refletindo o aumento das tensões diplomáticas entre Washington e Havana.
O cenário econômico em Cuba permanece delicado. Na semana passada, o país enfrentou dois apagões nacionais, consequência da fragilidade do sistema elétrico e da escassez de combustível. A situação foi agravada pela interrupção das remessas de petróleo da Venezuela, após a saída de Nicolás Maduro do poder no início deste ano.
Fonte: Valor Econômico, com informações do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.




