InícioPolíticas de turismoUBER em Porto Seguro: proibição sem ouvir a população

UBER em Porto Seguro: proibição sem ouvir a população

Leonardo Cavalcanti*

Estive na Câmara de Vereadores hoje acompanhando a sessão onde uma das pautas era a segunda votação da PL 042/2017, de autoria dos vereadores Elio Brasil e Robinson Vinhas, que proíbe o uso de veículos particulares cadastrados em aplicativos UBER, para o transporte remunerado individual de pessoas no município de Porto Seguro.  Causou-me certa estranheza a falta de um estudo ou pesquisa dos autores do projeto de lei, pois eles apenas proíbem o UBER, deixando  livre o serviço para diversos outros aplicativos de mobilidade urbana, como o 99 TAXI, CABIFY, WILLGO, EASY TAXI, dentre outras dezenas. Essa foi a primeira impressão negativa que tive assim que li o tal projeto de lei.

Outra curiosidade que tenho é saber se a população (já que os vereadores eleitos são a voz da população no legislativo) foi ouvida sobre o assunto. Acredito que não, pois em pesquisas e debates em redes sociais ou até mesmo em uma mesa de bar, é praticamente unânime que os usuários querem uma nova opção de locomoção dentro da cidade, seja pelo preço, seja pelo serviço prestado. Quem usa o Uber, ou qualquer outro aplicativo de mobilidade, sente como é ter um serviço que agrega tecnologia, comodidade e ótimo atendimento.  Os vereadores não entendem que a população precisa ser ouvida, e com esse projeto de lei, os vereadores simplesmente são autoritários, não deixando o consumidor ditar o que é melhor para ele. Simplesmente dizem que NíO! Não é você consumidor quem manda no que é bom pra você, sou eu, O MUNICÍPIO que digo o que você deve fazer com o seu dinheiro e sua opinião.

Saí da câmara de vereadores me questionando qual serviço regulamentado pelo estado é bom. 

Saí da câmara de vereadores me questionando qual serviço regulamentado pelo estado é bom. Não me lembro de nenhum, infelizmente. Questionei também se os vereadores que falam tanto de regulação de serviços, utilizam o WhatsApp, serviço não regulado pelo estado que está presente no dia a dia de milhões de brasileiros, em conversas de texto e até ligações e apresenta uma ótima opção de serviço de comunicação aos usuários.

O que os políticos precisam entender é que quem regulamenta a qualidade do serviço é a própria população! Ela quem dita as regras do que é bom ou ruim dentro do mercado consumidor.  Será que a população está satisfeita com o serviço de táxis prestado em nossa cidade? Será que existe preço justo nesse serviço, seja para turista ou morador? Eu não conheço nenhuma pessoa que utiliza ou já utilizou o serviço de táxi em nossa cidade que tem elogios, principalmente quando se fala em tabela de preços. Eu não sou contra o serviço de táxis, acredito que eles têm um papel fundamental na economia local, principalmente no serviço aos turistas. Mas eu não consigo aceitar o monopólio de um serviço que não pensa em se modernizar em prol da qualidade aos seus usuários.

É a lei do retrocesso em uma cidade onde a voz do povo não é a voz de Deus!

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*Leonardo Cavalcanti é diretor da YaaYoo Fusion Thinking

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