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United Airlines avalia caminhos para não excluir Boeing 737 Max de sua frota

O presidente da companhia aérea americana United Airlines, Scott Kirby, disse nesta terça-feira (23), que está “desapontado” com os problemas de produção da Boeing, em especial com os casos do Boeing 737 Max, que levaram à paralisação de dezenas de jatos da United.

Agências Internacionais com EDIÇíO DO DIÁRIO

Segundo ele, a companhia aérea vai considerar alternativas à compra de uma versão futura e maior do Boeing 737 Max. Segundo Kirby, a Boeing precisa de “ação real” para restaurar sua reputação de qualidade.

A United tem 79 desses aviões, que os órgãos reguladores federais suspenderam há mais de duas semanas, depois que um painel explodiu em um Max 9 da Alaska Airlines em pleno voo, deixando um buraco aberto no avião. As autoridades estão investigando se os parafusos que ajudam a manter o painel no lugar se quebraram ou estavam faltando.

Kirby disse, em entrevista à emissora CNBC, acreditar que os Max 9 poderão ser liberados para voar novamente em breve. “Mas estou desapontado com o fato de que os desafios de fabricação continuam acontecendo na Boeing”, disse.

Nos últimos anos, algumas vezes, falhas de fabricação atrasaram as entregas dos jatos Max e de um avião maior da Boeing, o 787. No ano passado, a United recebeu 24 aeronaves Boeing a menos do que esperava.

A United tem um pedido permanente de jatos Max 10, uma versão maior da linha Max. Entretanto, esse modelo e um modelo menor, o Max 7, estão anos atrasados em relação ao cronograma de certificação da Administração Federal de Aviação dos EUA. A paralisação dos jatos Max 9 provavelmente complicará ainda mais o esforço da Boeing para aprovar os novos modelos.

Segundo Kirby, o Max 10 está pelo menos cinco anos atrasado em relação ao cronograma, e pode ser adiado ainda mais para o futuro. “Acho que (a paralisaão dos Max 9) é provavelmente a gota d’água para nós”, disse. “Vamos pelo menos criar um plano que não inclua o Max 10.”

Kirby não foi específico sobre quais aviões a companhia aérea poderia adquirir em vez do Max 10, mas observou que há apenas um outro fabricante global de aviões tão grandes – a Airbus, rival europeia da Boeing. A falta dos Max 10 provavelmente significa que a United não crescerá tão rápido quanto esperava, acrescentou Kirby.

Stan Deal, CEO da divisão de aviões comerciais da Boeing, pediu desculpas pela paralisação do Max 9 e disse que a empresa está fazendo mudanças. “Decepcionamos nossos clientes das companhias aéreas e lamentamos profundamente os transtornos significativos causados a eles, seus funcionários e passageiros”, disse Deal, em um comunicado. “Estamos tomando medidas em um plano abrangente para trazer esses aviões de volta ao serviço com segurança e para melhorar nossa qualidade e desempenho de entrega.”

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