World Animal Protection convence holding global a não comercializar turismo com animais

Uma boa notícia que fortalece o programa do DIÁRIO DO TURISMO lançado em 2020 denominado TURISMO ÉTICO E RESPONSÁVEL (veja matéria).

EDIÇÃO E REDAÇÃO DO DIÁRIO com agências


A holding global de turismo Grupo Expedia confirmou no começo desta semana o banimento em seus sites da comercialização de ingressos para atrações que envolvem interações ou espetáculos com baleias, golfinhos e outros cetáceos mantidos em cativeiro. A mudança atende aos apelos da Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal, e dos mais de 350 mil apoiadores em todo o mundo que têm feito campanha sobre o tema desde 2019.

“A Proteção Animal Mundial conseguiu fazer com que a Expedia parasse de vender ingressos para shows e interações cruéis com golfinhos, e estamos muito motivados com esse resultado. Esta é uma grande vitória para baleias e golfinhos em todo o mundo!”, celebrou Nick Stewart, chefe global de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial. “Depois de dois anos de campanha persistente focada nessa gigantesca empresa de turismo, a Expedia ouviu o chamado de nossos apoiadores”.

“No Brasil felizmente não temos mais golfinhos em cativeiro para entretenimento há bastante tempo. A Proteção Animal Mundial participou ativamente para a libertação do último espécime nessas condições, o que aconteceu em 1993”, recorda o diretor executivo interino da Proteção Animal Mundial no Brasil, João Almeida.

Ele acrescenta uma avaliação dos efeitos em âmbito internacional e local: “A decisão do Expedia é muitíssimo importante pela escala do impacto positivo em bem-estar animal que poderá ser gerado. Mas também pelo exemplo para toda a cadeia de fornecimento global, incluindo as várias agências e operadoras de turismo que ainda promovem e vendem estas experiências ultrapassadas que exploram animais comercialmente. Precisamos lembrar que neste grupo estão inclusas importantes empresas nacionais de turismo. Por este motivo, os turistas brasileiros ainda constam entre os maiores consumidores mundiais de atrações cruéis com golfinhos e baleias. A mensagem que precisa ficar é: golfinhos e baleias pertencem à natureza, eles não são entretenimento Vamos fazer desta a última geração desses animais sofrendo em cativeiro para diversão humana”.

https://diariodoturismo.com.br/operadores-de-turismo-alinhados-ao-projeto-turismo-etico-e-responsavel/

Alinhamento não basta

Em nota, a Proteção Animal Mundial informa que celebra o reconhecimento pelo Grupo Expedia mas que o mero alinhamento de suas políticas com os padrões da Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (World Association of Zoos and Aquariums, WAZA) não basta. “Isto porque a WAZA permanece oferecendo credenciamento à zoológicos e aquários que incluem experiências cruéis com baleias e golfinhos em cativeiro, além de outros espetáculos de interação com animais silvestres”, diz a nota.

Adiantam ainda que a Proteção Animal Mundial, com o respaldo de seus apoiadores, segue em permanente esforço para denunciar e impedir a exploração comercial de golfinhos e outros animais selvagens pelo turismo e outras indústrias. “Relatório recente mostrou a crueldade e a ameaça de saúde impostas por um mercado público no Peru, que serve como atrativo turístico e que fica situado próximo da fronteira com Brasil e Colômbia, em que o comércio de vida selvagem ocorre a olhos vistos”.

Grupo Expedia

Saiba mais sobre a política atualizada de bem-estar animal do Grupo Expedia aqui (em Inglês). O Grupo Expedia possui sede em Seattle (EUA) de onde comanda a presença em mais de 70 países por meio de um portifólio de mais de 20 marcas conhecidas, incluindo 200 agências e sites de viagens. Por aqui as mais familiares são Expedia.com.br, Hoteis.com.br, Trivago, Travelocity e Orbitz.

 

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